domingo, 31 de outubro de 2010

Biblioteca - linha do tempo em poesia

Ela,
Já foi mais tardia, mais sombria,
Apenas os registros mantinha,
Não atendia, nada fazia.

Ela,
Já existiu na tirania e na democracia,
Recebeu filósofos e escribas,
Quem lia e quem escrevia.

Ela,
Já foi mais almejada, mais alvejada,
Foi motivo de incêndio e de guerra,
De quem lutava e de quem comandava.

Ela,
Já foi mais onerosa, mais poderosa,
Serviu a reis e a príncipes,
De forma orgulhosa e honrosa.

Ela,
Já foi mais fria, mais vazia,
Abrigou monges e frades,
Quem agradecia e quem pedia.

Ela,
Já foi mais fechada, mais brava,
Não permitia movimento nem fala,
De quem chegava e freqüentava.

Ela,
Já foi mais vigiada, mais controlada,
Negou informação e conhecimento,
Para quem buscava e precisava.

Biblioteca,
Hoje é fantástica e democrática,
Serve ao estudante e ao professor,
Quem tem prática e didática.

Biblioteca,
Hoje é órgão receptor e divulgador,
Para quem busca e pesquisa,
Serve ao leigo e ao pesquisador.

Biblioteca,
Hoje é aberta e da massa,
Funciona todo dia e toda hora,
É de quem recebe e de quem repassa.

Biblioteca,
Que já foi mineral e animal,
Evoluiu e expandiu,
Hoje é vegetal e até digital.

Biblioteca,
Atende à diferença e à igualdade,
Não há discriminação nem restrição,
Abrange a comunidade e a diversidade.

Biblioteca,
De tão mágica é eclética,
Trabalha árdua e diariamente,
Na linha do direito e da ética.

Biblioteca,
Se ainda não está na sua vida,
Busque encontrá-la em algum lugar,
Jamais esquecerás dessa ida.

Biblioteca,
Não só física, como também virtual,
Entre, pise ou navegue,
Para crescer, é essencial!

Biblioteca,
É toda leitura, é toda texto,
Vá, busque, consulte!
Encontrarás resposta para o contexto.

AnaLu
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Ana Luiza Chaves encerrando a comemoração da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca 2010.
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4 comentários:

  1. Aninha,

    Parabéns pelo belo poema e por sua paixão pela biblioteca: instrumento indutor do saber.
    Bj do mano,

    Pedro

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