sábado, 6 de janeiro de 2018

"Ah! Se não é a única leitora da cidade!"

O filme A Bela e a Fera 2017 é uma produção da Walt Disney Pictures, baseado no conto de fadas de mesmo nome, autoria de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont e no filme de animação de 1991 da Disney

É um conto de fadas francês, cujo original data de 1740, por Gabrielle-Suzanne Barbot, Dama de Villeneuve, mas que sofreu e ainda vem recebendo várias versões e adaptações, conforme a cultura, o contexto e o tempo.


Somente hoje assisti, além de todo o glamour do clássico, que encanta a todos, com olhar de bibliotecária, resgatei pequenos trechos que podem chamar a atenção de qualquer um de nós da profissão.

Bela é leitora assídua e única do pequeno lugarejo. 

__ Ah! Se não é a única leitora da cidade!



Essa é a exclamação do bibliotecário da aldeia do filme A Bela e a Fera, quando Bela entra na Biblioteca para trocar o livro.

E ela prontamente responde:
___ Sua biblioteca faz esse lugar parecer maior.


De fato, o livros e as leituras que fazemos deles têm esse poder de ampliar espaço, ampliar o passo, ampliar visão, ampliar razão, ampliar pensamento, ampliar conhecimento.  

Enquanto os aldeões se ocupam com atividades rotineiras e a rotulam como "uma criatura com mania de leitura", ela desfila pelas ruelas e fica maravilhada com a possibilidade de ler mais uma obra, sempre que vai à biblioteca.



Mesmo cativa da Fera ela se encanta com uma gigantesca biblioteca, que é colocada a sua disposição, fazendo com que fique deslumbrada com as inúmeras possibilidades de leitura.



É mais um filme que retrata a biblioteca, os livros e a leitura, com a personagem Bela digna de representar o Dia do Leitor.

Assista ao trailer

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Cachos de paz II

Incrivelmente a natureza me presenteia novamente com cachos da paz no início do ano.

Desta vez, cachos de jasmim laranjeira, ou murta, como também é conhecida. A muda ganhei de minha mãe já há algum tempo e veio florir agora nessa entrada de 2018. 











Contexto de natureza divina trazendo a paz por intermédio da leitura das flores.

Feliz 2018 para todos!

domingo, 31 de dezembro de 2017

Haja flores em 2018! Alegria!

Entramos no nono ano de Leitura e Contexto. Para a nossa alegria, que 2018 seja repleto de flores de muitas cores!

 

 

 

 
  
 


domingo, 17 de dezembro de 2017

IAB-CE homenageia mais uma vez meu pai

Foi no sábado 16/12 que o IAB-CE comemorou o Dia Nacional do Arquiteto e Urbanista, ainda sob o clima dos seus 60 anos, com uma feijoada no bosque do Passeio Público, valendo também pela confraternização de fim de ano.

Na ocasião, homenageou seus fundadores, dentre eles, meu pai, Arquiteto José Armando Farias, que recebeu Certificado de Honra ao Mérito pelos serviços prestados ao Instituto.

Além do certificado, a fala do Arquiteto Liberal de Castro, enriquecida de memória e história, comentando em que contexto aconteceu a fundação do Instituto, deu um ar saudosista ao evento.

Para completar, descontraindo ainda mais a comemoração, um poster com a imagem caricaturada do meu pai foi presenteado à família, obra do Arquiteto Damião Lopes.

Meu irmão mais novo, Historiador Armando Farias, acompanhado da minha sobrinha Arquiteta Ana Maria, representou meu pai e agradeceu a homenagem com discurso breve e pontual, convidando os arquitetos presentes e demais interessados, a visitarem o Memorial Arquiteto José Armando Farias.

E eu afirmo: Quem sabe faz história e deixa legado para a posteridade.


Mais fotos da comemoração

Arquitetos Ana Maria Farias e Liberal de Castro, contemporâneo do meu pai, e Historiador Armando Farias

Arquitetos Liberal de Castro, contemporâneo do meu pai, e Delberg Ponce de Leon, ex-aluno de meu pai, e Historiador Armando Farias 

Historiador Armando Farias e Arquiteto Custódio dos Santos Neto, presidente do IAB-CE

sábado, 16 de dezembro de 2017

Saberes em folhetim: Ano Novo vem aí! Vamos planejar?


Você bibliotecário, que é mestre em organizar, em registrar, em referenciar, em catalogar em classificar, em estruturar, em indexar, em inventariar e em tantas outras expertises, use todas elas para construir seu planejamento de 2018.

O Mural Interativo do Bibliotecário preparou esse conteúdo para ajudar nessa construção.


Capítulo 1
Iniciando o planejamento

Estamos finalizando o ano. Momento de fazer o balanço do que passou, analisar os ganhos e as perdas e, sobretudo, de pensar no que virá. Mas, as coisas só virão de uma forma mais organizada, equilibrada, se forem planejadas previamente. Já bastam os imprevistos naturais, as consequencias circunstanciais e as interferências externas a que todos nós estamos sujeitos no dia a dia, por isso, planejando, haveremos de ter um resultado mais próximo do que desejamos almejar. É para isso que serve o planejamento, peça fundamental nas organizações que fazemos parte e aliado fortíssimo para as nossas vidas. 

Em uma linguagem mais técnica, o planejamento é uma ferramenta administrativa em que se projeta algo para o futuro, de acordo com uma missão e visão estabelecidas, obedecendo aos valores internos, a partir de caminhos a serem percorridos, em que são definidos objetivos a serem cumpridos e, dentro destes, metas factíveis e mensuráveis.

Capítulo 2
Definindo missão, visão e valores

A missãoestabelece um caminho a seguir, dá direção e significado a sua existência (presente), a visão tende a alcançar um sonho, que representa de forma objetiva o que a pessoa quer realizar no ano (futuro). 

Enquanto a missão está alinhada para o ambiente externo, diretamente ligada à atuação junto à sociedade (para quem) e à forma de executar essa ação (como), a visão é voltada para a própria pessoa, constituída de modo que a motive e a incentive a chegar nesse ponto, nesse futuro próximo. Na visão aspiramos algo, mas de forma inspirada, para que seja possível sua concretização. 

Mas, só podemos cumprir a nossa missão e visão, baseados em nossos valores, que é tudo que nos orienta, que herdamos de nossos pais e que construímos ao longo de nossas vidas: são nossas crenças, nossa cultura, nossa educação, nossos ideais, nossos comportamentos e nossas atitudes.

Capítulo 3
Definindo objetivos e metas

Quando não definimos os nossos objetivos (propósito de realizar algo – o quê), além de não podermos definir as metas (objetivos quantificados e com prazos estabelecidos – quanto e quando), ficamos à deriva dos acontecimentos, atrapalhados com tudo que está a nossa volta e não conseguimos a nossa realização pessoal.

Os objetivos traduzem a mudança na realidade que pretendemos fazer, visando o nosso foco maior, por isso deve estar alinhado com a missão que foi definida antes. Eles devem ser tangíveis e factíveis, ou seja, possíveis de serem realizados, para que não haja frustração antes mesmo de colocá-los em prática. É importante registrá-los em texto, dessa forma visualizamos o que pretendemos de forma mais concreta e possibilita verificarmos a qualquer tempo como anda a nossa situação, um ótimo exercício para facilitar o cumprimento dessas ações.

As metas são as especificações dos objetivos, devem ser claras com definições dos parâmetros a serem alcançados. Essas tarefas específicas e temporais, permitem que os objetivos sejam alcançados, transformando o abstrato em concreto, ou seja, o objetivo que foi desafiado em coisa realizada.

É fundamental o monitoramento das metas para obtermos resultado positivo do planejamento como um todo. Para tanto, temos que conhecer bem os ambientes interno (você) e externo (mercado). Sabemos que cada um de nós tem um perfil definido, expertises conforme a nossa formação, qualidades e limitações, de acordo com a nossa educação. Sabemos também que o ambiente externo é competitivo, dinâmico e mutável.

Capítulo 4
Construindo a Análise SWOT

É óbvio que o contexto interno (você) e o externo (mercado) deve ser muito bem conhecido e considerado. Do interno, devemos extrair e potencializar as forças e reconhecer as fraquezas, para que possam ser eliminadas ou, pelo menos, mitigadas. Já do externo, devemos abarcar as oportunidades e combater as ameaças, estas, se bem trabalhadas, podem ser convertidas em oportunidades.

Portanto, as forças e fraquezas são determinadas pelo nosso posicionamento atual e podem ser controladas por nós mesmos, uma vez que fazem parte do nosso cotidiano. As oportunidades e ameaças são antecipações do futuro, estão fora do nosso controle mas, uma vez conhecidas, podem ser controladas e monitoradas de forma a aproveitá-las ou evitá-las, de acordo com a situação. 

Desse trecho anterior, podemos enxergar o potencial da análise SWOT, acrónimo de Strengths (Forças); Weaknesses (Fraquezas); Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças), outra ferramenta da Administração, tão utilizada pelas empresas, que, como vimos, pode ser aplicada às nossas vidas.

Capítulo 5
Girando o PDCA

Voltando ao planejamento propriamente dito, temos as ações do que foi planejando (Plan), passaremos o ano executando essas açõs (Do), verificando o que precisa ser ajustado (Check), para moldar e tomar outras ações necessárias em função do contexto e das contingências (Act). 

Agora, já adentramos em outra ferramenta da administração, o PDCA, específica da qualidade, aliás, é a ferramenta utilizada pela ISO (International Organization for Standardization), Organização Internacional para Padronização.O PDCA ocorre, naturalmente, em nossas vidas, pois estamos sempre planejando, executando, corrigindo e agindo, para conseguir o que queremos, retomar algo perdido, consertar algo que saiu errado, sempre agindo a nosso favor.

É uma ferramenta forte, decisiva, se mantermos esse ciclo girando, estaremos sempre pensando, antecipadamente, aonde queremos chegar. Portanto, a expressão já cunhada no ambiente da qualidade de “girar o PDCA”, significa a atenção e o cuidado com esses momentos, fazendo com que o círculo seja virtuoso, recomeçando sempre de forma renovada

Capítulo 6 
Exemplificando e finalizando 

Vamos exemplificar tudo que discorremos nos capítulos anteriores para facilitar ainda mais a compreensão e conseguir o círculo virtuoso. Tomaremos como exemplo o próprio Mural Interativo do Bibliotecário. 
  • Missão: Promover uma experiência profissional de construção coletiva a partir da troca de opiniões entre bibliotecários. 
  • Visão: Ser reconhecido em 2018 como a mídia social que mais reúne bibliotecários. 
  • Valores: Valorização da profissão; compartilhamento de ideias, ambiência inovadora. 
  • Objetivo: Ampliar a cada ano o número de seguidores; 
  • Meta: Criar, semanalmente, conteúdo próprio de interesse da Biblioteconomia, para conseguir ao final de cada mês 50 novos seguidores; 
  • Força: Reconhecimento da comunidade bibliotecária e das áreas afins; 
  • Fraqueza: Sedimentação da fanpage; 
  • Oportunidade: Conexões com áreas afins, interdisciplinaridade; 
  • Ameaça: Bibliotecários e bibliotecas ainda sem operar em redes sociais.
E, para que serve tudo isso? É muita teoria junta? Óbvio que não, são estudos já concretizados pelos gurus da Administração, que guiam as empresas e que, por tabelinha, podem ser utilizados por nós, objetivando a nossa realização pessoal e profissional. Dessa forma, podemos transformar a nossa realidade, tornando-a melhor para se viver, a partir daquilo que sabemos e gostamos de fazer.

Publicado originalmente em Mural Interativo do Bibliotecário

sábado, 2 de dezembro de 2017

Saberes em folhetim: Biblioteconomia no dia a dia


O novo Saberes em Folhetim trará ações comuns no dia a dia de qualquer pessoa, que são também específicas do bibliotecário, da Biblioteconomia. São, portanto, verbos do dia a dia da Biblioteconomia, que aqui agrupados em ordem alfabética, formam um glossário, que poderá agregar conhecimento aos nossos leitores.

Avaliar 

Quem já não avaliou algo na vida? Avaliou o carro que ia comprar, avaliou um candidato a contratar, avaliou uma situação a ser resolvida, etc. Mas, a tarefa de avaliar na Biblioteconomia pode se referir à avaliação de coleção. 
Avaliar coleções é a função sistemática de verificar e determinar a importância das coleções, conforme os objetivos da Biblioteca e da instituição a que ela está vinculada. Essa verificação deve ser quantitativa e qualitativa, por intermédio de planejamento, traçando diretrizes para uma aquisição focada, visando o desenvolvimento da coleção de forma adequada, passando ainda pelos processos de seleção, revisão e desbastamento, conforme o caso.

Buscar

A tarefa de buscar, às vezes, é incessante. Quando queremos algo, buscamos até achar e, quando não conseguimos, fica o sentimento de frustração.
Buscar na Biblioteconomia é correr atrás da informação, seja onde ela estiver. Não tem essa de não conseguir, o bibliotecário usa de todos os recursos para trazer a informação certa para o usuário. A busca, no contexto bibliotecário, está muito ligada aos operadores booleanos, aqueles que auxiliam na recuperação da informação (and, or e not e as associações destes com sinais, formando sentenças matemáticas), quando esta está estruturada em uma base de dados. Podemos ter um resultado de precisão (especificidade) ou de revocação (exaustividade). Mas, buscar na biblio pode também se referir a qualquer outro tipo de informação, até aquelas bem simples, que são requeridas no balcão, e outras que conseguimos com os colegas de profissão, tudo em prol do usuário.

Classificar

A tarefa de classificar acontece diariamente nas nossas vidas. Estamos sempre buscando caminhos, fazendo escolhas, separando isso daquilo, ou seja, passamos a vida classificando de alguma forma as nossas ações, mas, não chegamos ao ponto de atribuir códigos para todas elas, essa missão é da Biblioteconomia.
Classificar é atribuir um código a uma publicação, conforme o assunto que ela trata, seguindo um critério de codificação pré-estabelecido, para possibilitar que obras de um mesmo assunto fiquem reunidas em um determinado espaço e assim possam ser encontradas pelos usuários. Na Biblioteconomia, temos a CDD, a CDU e outras mais específicas.

Catalogar

Muitos profissionais lidam com essa tarefa, ela não é específica da Biblioteconomia, mas nesta há as especificidades a serem seguidas, são as determinações do código.
Catalogar é descrever as informações características de uma publicação em um sistema, seguindo critérios pré-estabelecidos (existentes no código de classificação), permitindo que ela seja identificada e localizada pelo usuário.

Desbastar

No dicionário da língua portuguesa, desbastar é retirar o excesso, limpar, cortar. Estamos acostumados a praticar essa ação em relação a qualquer coisa em nossas casas ou ambientes em que circulamos, os quais temos autonomia.
Desbastar, em se tratando da ciência biblioteconômica, é retirar as publicações pouco utilizadas de uma coleção de uso frequente, as quais são direcionadas para outro ambiente (depósito), podendo retornar à coleção, conforme necessidade ou serem descartadas, em função do prazo estabelecido pela comissão de seleção. Dessa forma mantemos o acervo otimizado em quantidade e qualidade.

Descartar

Quem já não promoveu em casa ou no trabalho o famoso 5S da qualidade, realizando o primeiro S, Seiri, na língua japonesa, o descarte, na nossa língua? Estamos acostumados a praticar essa ação em relação a qualquer coisa em nossas casas, separar as coisas necessárias das desnecessárias e manter nos ambientes somente o que for útil. O que não tiver utilidade não deve ocupar o nosso precioso espaço e deve ser descartado!
Descartar, para nós que trabalhamos com acervo, é bem parecido com o descartar de qualquer pessoa, é retirar de forma definitiva as publicações de um acervo, conforme critérios estabelecidos pela comissão de seleção, excluindo-a também os seus registros dos catálogos.

Disseminar

Vamos disseminar o amor, a amizade, a fraternidade, a solidariedade, o respeito, etc. Todas as pessoas do bem têm essa intenção e missão.
Nós da Biblioteconomia usamos muito o jargão “Disseminação seletiva da informação – DSI”. Disseminar, nesse contexto, se refere à ação do serviço de divulgação informacional mantido periodicamente por uma instituição, que atende a uma clientela previamente cadastrada e perfilada em um sistema específico, de acordo com seus interesses de pesquisa e de educação continuada.

Indexar

Os economistas usam muito esse verbo quando se referem aos índices econômicos estabelecidos pelo mercado, que regulam e reajustam a economia (ou deveriam). Ou ainda, quando os nossos parentes mais próximos, os profissionais de informática, inserem sites na base de dados dos buscadores (Google, Yahoo, etc.), para recuperar a URL desejada.
Indexar, na nossa Biblioteconomia, é o processo de representar documentos ou informações por termos, descritores, palavras-chave, de forma que possam levar à recuperação do item desejado. É o destaque dos metadados que identificam o documento, para facilitar na sua pronta recuperação, junto ao software de gerenciamento.

Intercambiar

Na atualidade, o termo é muito comum entre os jovens, que buscam um intercâmbio educacional, estudantil ou cultural, em busca de aprender outra língua, conhecer novas culturas e lugares. É uma troca mútua.
Intercambiar, no sentido biblioteconômico, é disponibilizar as duplicatas do acervo para outras bibliotecas e centros de informação e documentação, que, por sua vez, também disponibilizam seus materiais nessa mesma condição. Portanto, pode ocorrer pela permuta ou doação de livros e por outros materiais duplicados ou a serem descartados. É uma forma de diversificar e atualizar o acervo.

Inventariar

Levando em conta o aspecto jurídico, inventariar é relacionar e discriminar de forma pormenorizada o patrimônio de uma pessoa que faleceu, para que seja possível iniciar a partilha dos bens junto aos herdeiros e/ou legatários. É, portanto, um instrumento legal. No geral, inventariar é descrever de forma detalhada qualquer coleção ou reunião de coisas. Mas, na Biblioteconomia, inventariar, na maioria das vezes, é a tarefa de fazer o inventário do acervo, que, na verdade, já está registrado, catalogado e classificado, necessitando apenas, de uma conferência periódica. Nessa atividade, além da verificação dos materiais extraviados, muitas tarefas são realizadas paralelamente, tais como: rever a ordem das publicações, pois muitas são deslocadas pelos usuários; identificar quais materiais necessitam de reparos, refazer as etiquetas de dorso, verificar quais publicações são mais ou menos utilizadas, para fins de tomada de decisão em relação às próximas ações de desbaste e/ou aquisição.

Mediar

No sentido estrito da palavra, quer dizer dividir ao meio, fazer a divisão em partes iguais. Em sentido mais amplo, tem o significado de agir como mediador, e é nesse sentido que pegamos carona para a Biblioteconomia. Nesta, o sentido passa a ser específico, afinal estamos na condição de mediador da informação. Mediar a informação é condição sine qua non para atuar na Biblioteconomia. O bibliotecário media a informação em vários momentos, desde quando decide pela seleção de materiais, passando pela indexação, até o momento final do atendimento, no serviço de referência. Nesse sentido, mediar é fazer uma interferência de modo que ele consiga fornecer a informação certa, na hora certa, para a pessoa certa. No serviço de referência é entender o usuário e se fazer entender, para que seja possível a comunicação e obtenção de resultados positivos. O bibliotecário media a informação em várias áreas além da Biblioteconomia, quando interage de forma multidisciplinar junto à Informática, à Arquivística, à Pedagogia, dentre outras e, em geral, no processamento técnico, preparando as publicações para serem consultadas.

Normalizar

No dicionário da língua portuguesa normalizar é fazer voltar ou voltar ao estado normal, à ordem, regularizar. Em situação mais específica, normalizar é aplicar e seguir a norma estabelecida por alguma instituição que seja referência. Em relação à Biblioteconomia, normalizar, na maioria das vezes, quer dizer aplicar as normas da ABNT, Vancouver ou APA, nos trabalhos acadêmicos, na produção científica. É uma tarefa biblioteconômica, que requer domínio das normas utilizadas e, sobretudo, atualização. A normalização é um dos requisitos para um trabalho científico ser bem aceito na comunidade acadêmica.

Organizar

O que seria do mundo se não fosse a organização! Organização da sociedade, organização dos poderes, organização das leis, organização política, organização do trânsito... Haja organização! Fundamental para as coisas caminharem positivamente. Não é à toa que chamamos as empresas, instituições, repartições, etc., de organizações. Pois bem, organizar na Biblioteconomia pode se referir à organização da informação, organização do conhecimento, organização da biblioteca ou organização de qualquer acervo para que fique acessível ao usuário. 

Permutar

Em termos contratuais, permutar é quando as partes de obrigam a dar uma coisa por outra que não seja dinheiro. É um contrato bilateral, é uma troca recíproca. No âmbito da Biblioteconomia, permutar é o ato comum nas bibliotecas de trocarem publicações com entidades congêneres, principalmente àquelas que são duplicatas ou que foram selecionadas no processo de desbaste. É praxe elaborar listas tanto para a divulgação, como para o controle e registro dessas publicações.

Pesquisar

Hoje em dia, pesquisamos tudo a toda hora: preços, produtos, itinerários, profissionais, temos tudo nas pontas dos dedos, por intermédio da internet, do GPS, das mídias sociais. Pesquisar no âmbito da Biblioteconomia e das ciências em geral, é tarefa mais complexa, é um processo sistemático de análise científica, por intermédio de uma metodologia específica, para se obter informação e assim, construir conhecimento. O conhecimento evolui em função das pesquisas e investigações científicas, que buscam cada vez mais se aproximar da realidade, para melhor conhecê-la e transformá-la, visando o progresso da ciência e o bem comum.

Processar

Processar é palavra forte se enquadrada no contexto jurídico. Refere-se ao ato de iniciar uma ação judicial em relação a alguma querela entre partes contrárias. Já na esfera da Biblioteconomia, quando falamos processar, estamos nos referindo ao processamento técnico junto às publicações de um acervo. É o ato de fazer a análise temática e descritiva dos materiais, classificar e catalogar, de forma que fiquem acessíveis aos usuários em termos de busca. Contamos aqui com a mediação da informação, conforme já foi comentada no verbete mediar.

Recuperar

Resgatar, reassumir, reconquistar, readquirir, reaver, retomar, esses verbos são sinônimos para o “Recuperar” do dia a dia. Todos nós sempre estamos em busca de recuperar algo que perdemos, visando reaver essa coisa. Na Biblioteconomia esse verbo é muito forte e decisivo, na verdade representa a possibilidade de atender às demandas dos usuários. E qual bibliotecário não fica satisfeito ao final do dia com a sensação de dever cumprido quando consegue recuperar a informação? Conseguir recuperar a informação que o usuário deseja é tudo de bom, mas, para chegar lá precisamos ter trabalhado a informação em todos os seus aspectos, descritivos, representativos e de conteúdo. Recuperar, então, é conseguir resultados positivos, a partir de um problema formulado junto a um banco de dados de um sistema de gerenciamento de informações.

Referenciar

O ato de referenciar está associado a tomar algo como ponto de referência, como parâmetro. Pode ser também uma narração ou relação de algo; aquilo que se refere; sinal ou indicação que remete o leitor a outra fonte. Adentrando no universo da Biblioteconomia e da Documentação, referenciar é fazer referência a um autor, é referir, é citá-lo para que seja possível utilizar o seu pensamento sem ferir os direitos autorais. Esse mesmo autor, por sua vez, também se utiliza de pensamento de outros autores, afinal, em qualquer investigação nunca se parte do zero, mas de fontes de informação anteriores sobre o assunto. Além de dar mérito aos autores, o ato de referenciar auxilia os leitores a localizarem as fontes citadas. Portanto, é fundamental citar e referenciar para não incorrer em plágio.

Registrar

Declarar algo por escrito, mencionar, assinalar, tomar nota de, guardar na memória como uma lembrança. Registrar para não correr o risco de esquecer. Registrar na Lei dos Registros Públicos é inscrever em livro próprio, em registros cartoriais etc. Registro do nascimento, registro geral, registro do casamento, registro de um imóvel e assim por diante... Registrar é a segurança dos atos, fatos e bens. Quando levamos o conceito para a Biblioteconomia, não sentimos muita diferença, pois Registrar nessa esfera é fazer com que uma unidade informacional passe a fazer parte do acervo, respectivamente, um bem de um patrimônio. É garantir que ela será administrada por toda a sua existência, pois é identificada com suas características dentro do acervo a que ela pertence, sendo única.

Resenhar

Em geral, resenhar é fazer uma abordagem sobre algo, ressaltando seus elementos mais importantes. É um texto que objetiva apresentar outro (texto-base), ainda desconhecido do leitor. No jornalismo, é produto fruto de prestação de serviço do profissional. Para os críticos de arte, a resenha pode ser de objeto de qualquer natureza: filme, livro, teatro.
A resenha pode ser descritiva e/ou crítica, sendo a primeira limitada a descrever o objeto, mas devendo trazer requisitos mínimos para que o leitor se oriente e crie interesse, e a segunda, que além de trazer esse conteúdo, elabora juízo sobre o valor da obra.
Levando para a esfera científica, mais relacionada à Biblioteconomia, resenhar um trabalho acadêmico de divulgação é apresentar síntese e crítica sobre o trabalho, motivada por interesse próprio ou sob demanda editorial. Geralmente ocorre em função da publicação em periódico técnico ou para divulgação em mídia ampla. É recomendado que essa resenha seja elaborada por um cientista da mesma área de conhecimento do texto-base, até porque será analisado por pares.

Resumir

Condensar em poucas palavras; abreviar, sintetizar. Sempre somos chamados para resumir algo que aconteceu, algo que lemos ou que assistimos, como por exemplo, o filme, a novela. Exercemos essa capacidade diariamente, na vida comum, mas, para que haja o devido entendimento, é necessário manter o objetivo da peça e ser fiel à ideia central. Para quem lê ou escuta o resumo, possibilita conhecer o conteúdo, diminuindo o tempo que seria dispensado a essa tarefa na sua forma original.
Falando agora da atividade de resumir mais formal, aquela normatizada na NBR 6028, muito familiar da Biblioteconomia, vimos que a norma define 3 tipos: indicativo, informativo e crítico, deste último já falamos anteriormente, trata-se da resenha. O resumo indicativo traz uma visão geral do texto, utilizando os pontos principais como destaque. Já o resumo informativo, exige do produtor que conheça a obra de forma mais consistente e objetiva transmitir o maior número de informações relacionadas ao texto ao leitor. Esse tipo é o mais utilizado em universidades, nas produções científicas acadêmicas, portanto, o mais próximo com a Biblioteconomia. 

Transcodificar

Transcodificar na área de tecnologia é a prática de converter um arquivo de um formato para outro formato, ou refere-se à re-codificação para o mesmo formato, a fim de alterar a taxa de bits do arquivo. Popularmente falando, é passar de um código para outro, sem perdas de informação. Quando nos referimos à ação de transcodificar aplicada à área de Biblioteconomia, estamos falando da preocupação dos profissionais dessa área em não perder a informação já registrada em algum suporte por questões de obsolescência desse material, bem como da responsabilidade de manter os equipamentos de reprodução para que os arquivos gravados possam ser abertos, lidos e disseminados. Assistimos, recentemente, à evolução das mídias eletrônicas digitais, para as quais foi necessária a transcodificação, tais como os diversos tipos de disquetes, os filmes do tipo Super-8 e os vídeos VHS.

Tombar 

No popular, tombar é derrubar, fazer cair ou cair. Paradoxalmente, nas políticas públicas, tombar é preservar oficialmente um bem como patrimônio nacional, seja material ou imaterial. Dessa forma é reconhecido o valor histórico de um bem e instituindo um regime jurídico especial de propriedade, por conta da sua função junto à sociedade. Na Biblioteconomia, tombar é o mesmo que registrar, já falado anteriormente.

Vocabularizar

Vocabularizar é incluir em vocabulário, simples assim! Complica e se torna complexo quando elevamos para a Biblioteconomia, abordando o tal vocabulário controlado. Nesse caso, vocabularizar é buscar vocábulos que podem ser termos, descritores, palavras-chave, de forma que juntos esses itens formem uma linguagem com estrutura relacional ou alfabética. Em função dessa busca de adequação e padronização, não se trata de uma linguagem natural, denomina-se, portanto, linguagem artificial.

Publicado originalmente em Mural Interativo do Bibliotecário.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Dezembro chegou!


Tempo de refletir sobre o que passou, o que se construiu, o que evoluiu, o que ruiu.

Tempo de deixar para trás as mágoas, os ressentimentos, os sofrimentos.

Tempo de se confraternizar, tempo de presentear, tempo de glorificar.

Sim, porque estamos vivos, fazendo história, deixando na memória. Porque o que foi bom foi bom e o que não foi valeu pelo aprendizado, pela força, pelo amadurecimento, pelo conhecimento.

Tempo de se preparar para enfrentar o novo ano, de pensar em novo plano, para seguir soberano.

domingo, 26 de novembro de 2017

E aí, conseguiu girar o PDCA?

Fazer girar o PDCA sistematicamente é o ideal de toda empresa que busca a melhoria contínua. Ver se o que foi planejado está sendo executado em concordância, fazer a análise crítica avaliando periodicamente os resultados e agir tomando as ações necessárias para que o ciclo seja virtuoso. 

O Ciclo PDCA foi idealizado pelo estatístico Shewhart na década de 30 e divulgado na década de 50 pelo especialista em qualidade, Deming, com aplicação direta no Japão. É o controle dos processos da empresa por fase de desenvolvimento, conforme o quadro a seguir.


Mas, o que é o PDCA, senão o que devemos fazer com nós mesmos, para se obter qualidade de vida em todos os sentidos?

Voltamos, então, para a mesma questão já discutida nos textos anteriores – conceitos da administração aplicados a nossas vidas.

Se verificarmos cada fase, observamos que o “planejar” é tudo que pensamos e idealizamos fazer, é o nosso dia-a-dia, o trabalho, uma saída, um passeio, uma aquisição, uma visita ao médico, a viajem de férias que planejamos anualmente. 

O “fazer” é tudo que conseguimos realizar conforme planejamos. No entanto, às vezes, por falta de um planejamento correto, ou mesmo por razões circunstanciais, não conseguimos realizar tudo, daí já é o momento do “verificar”, ou seja, buscar as causas, procurar saná-las e corrigi-las para retomar a vida, quando fechamos o ciclo com o “agir”. 

Fechamos? É só uma forma de se expressar, na verdade começa tudo de novo, afinal é cíclico, conforme a ilustração que representa o modelo. 
Portanto, fazer girar o PDCA é beneficiar-se desse método, usando as ferramentas que ele dispõe, seguindo a sequência das fases, não eliminando, não interrompendo, nem permanecendo em uma delas mais do que o necessário, pois, do contrário, o giro fica comprometido.

Na verdade somos muito bons no “fazer”, aliás, essa é uma assertiva dos consultores, vamos fazer a coisa certa “começar do começo”, planejando (sem exageros) e dando sequência às etapas, para que as nossas vidas sigam rumos melhores.

sábado, 25 de novembro de 2017

Memorial Arquiteto José Armando Farias é novamente visitado

Recebemos o arquiteto Ugo Dantas de Santana, que está desenvolvendo sua pesquisa de mestrado sobre residências projetadas e construídas em Fortaleza, entre as décadas de 50 e 80, para conhecer o Memorial Arquiteto José Armando Farias e assim, ter acesso às informações sobre as residências que meu pai projetou nessa época. 

É uma satisfação para a minha mãe e toda a família poder contribuir com o legado do Arquiteto José Armando Farias, para o desenvolvimento da Arquitetura no Estado. 


Nos primeiros contatos para acertar o dia da visita, Ugo revelou: “A obra do seu pai, como um dos primeiros arquitetos formados a atuar em Fortaleza, é fundamental para compreendermos a produção da arquitetura moderna cearense.”

Meu irmão mais novo, historiador Armando Farias, quem organizou e mantém o Memorial, conduziu o arquiteto aos projetos, além de revelar informações adicionais, para compor a investigação, principalmente em relação ao nosso pai (datas, estudos, tendências arquitetônicas, projetos, etc.), além de bairros, nomes, cultura e políticas públicas do contexto da época.










Ugo e Camila, também arquiteta, manusearam e fotografaram as pranchas dos projetos de interesse. Apesar do limitado tempo de profissão de nosso pai, conseguimos contribuir com 5 projetos de sua autoria.











Uma amizade foi iniciada e outra oportunidade aberta para a divulgação do trabalho de nosso pai, Arquiteto José Armando Farias. Ficamos muito contentes com isso.

Foi uma tarde agradável na companhia do simpático casal Ugo e Camila de Santana, com troca de informações, lembranças da Cidade e muitos relatos de ambos referentes às experiências na docência da Arquitetura.


Já recebemos outros arquitetos, inclusive o contemporâneo de nosso pai, Arquiteto José Liberal de Castro.

Estamos de portas abertas para os profissionais da Arquitetura que desejarem conhecer o Memorial.

E eu, como bibliotecária, fazendo a leitura de tudo isso, ratifico a importância dos registros documentais para a preservação da história e da cultura, bem como para o desenvolvimento do conhecimento e da ciência.