Trago para esse espaço de Leitura e Contexto a nova postagem de minha autoria no blog da Mrh Arquivos.
A gestão documental se inicia muito antes do contato direto com o documento. Confira aqui! Compreendendo a gestão documental.
Espaço para registrar ações, fatos, escolhas e decisões do cotidiano, que, para serem compreendidas, dependem da leitura que se faz e do contexto em que se vive, na Biblioteconomia, na Arquivologia, na natureza, na família e no dia a dia.
Trago para esse espaço de Leitura e Contexto a nova postagem de minha autoria no blog da Mrh Arquivos.
A gestão documental se inicia muito antes do contato direto com o documento. Confira aqui! Compreendendo a gestão documental.
Iniciei o estágio supervisionado e obrigatório da graduação em Arquivologia que estou cursando EAD pela Unicive. Surgiu a oportunidade pelo Arquivo Público do Estado do Ceará - APEC, órgão vinculado à Secult.
A amiga e bibliotecária Sandra Cabral foi quem indicou e mostrou os caminhos das pedras, daí foi tudo mais fácil, aliás, ela sempre dá boas dicas. Também segui a própria orientação da Faculdade disponibilizada no site.
Tive, inicialmente, uma reunião online para os acertos necessários, com a diretora Janaína Ilara, mestra em Ciência da Informação, Arquivista e Museóloga.
Na oportunidade, ela falou um pouco sobre a instituição e também a respeito dos fundos arquivísticos que estão disponíveis para trabalhar, deixando a escolha conforme meu interesse:
Fiz a visita presencial, com o objetivo de iniciar no dia seguinte, já fazendo a opção pelo Fundo Arquivístico da Secretaria de Segurança Pública.
E, de fato, iniciei em 12/08/26 o estágio supervisionado no APEC, para cumprir a carga horária de 20h e concluir essa disciplina do período, do Curso de Arquivologia da Unicive.
E aqui estou já executando as atividades, sob a orientação técnica da arquivista Roberta de Jesus Santana, com ajuda acolhedora da equipe que trabalha no APEC.
"Dar a ler não é impor uma leitura, é abrir um espaço de liberdade, oferecer a oportunidade de uma escolha."
"A biblioteca escolar deve ser um centro de recursos para a aprendizagem e um espaço de mediação cultural, onde se cruzem o livro impresso e as novas tecnologias."
Com o tempo, tornou-se desnecessário selar os objetos de argila: bastava registrar seus símbolos diretamente sobre uma superfície plana. Desse processo evolutivo nasceram as primeiras tabuletas de argila e, com elas, a escrita cuneiforme, desenvolvida pelos sumérios por volta de 3200 a.C.
Inicialmente, essa escrita possuía uma finalidade essencialmente administrativa. Era utilizada para registrar estoques, tributos, transações comerciais, contratos, distribuição de alimentos e a gestão dos bens pertencentes aos templos e aos governantes. Somente séculos mais tarde a escrita seria empregada para fins literários, jurídicos, religiosos e filosóficos.
Assim, a história da escrita e a história da contabilidade são inseparáveis. Antes de registrar mitos, epopeias ou leis, a humanidade precisou registrar o patrimônio, controlar a produção e organizar a vida coletiva. Em certo sentido, a escrita nasceu para contar e, antes de contar histórias, aprendeu a contabilizar.
Acesso livre às estantes é um problema nas bibliotecas? Jamais!
O acesso livre às estantes é a oportunidade que os usuários têm do contato direto com as obras para que possam fazer suas escolhas mais acertadas. É a autonomia que eles precisam para resolver suas demandas informacionais. É a liberdade que necessária para que a biblioteca atraia novos leitores.
O que acontece geralmente é quase um ritual. Ele pega um livro, dá uma lida lá na estante mesmo, se interessa, acha por bem sentar para ler mais profundamente. Daí conclui que não era bem isso que queria, retorna às estantes, coloca em qualquer lugar e assim, as obras vão andando, se deslocando, porque já vem outro em seguida e tem o mesmo comportamento.
É nessa hora que as ciências se encontram e se abraçam de qualquer jeito, mesmo uma não tendo nada a ver com a outra. O Dewey quase infarta! Livro de sociologia indo parar nas finanças, livro de tecnologia na literatura, livro de marketing na psicologia aplicada e assim por diante...
Mas, estantes bagunçadas é sinal de usuários satisfeitos. O problema ocorre quando precisamos localizar uma publicação que ganhou pernas e foi parar, sabe-se lá onde.
Mesmo com a orientação para não colocarem de volta às estantes os livros manuseados/retirados, eles ainda o fazem. E é por isso que mantemos a rotina de revisar a organização dos livros nas estantes conforme a Classificação Decimal Dewey (CDD). O bibliotecário norte-americano de quem falei acima é o idealizador desse sistema que põe ordem ao caos nas bibliotecas.
E agora as estantes estão prontas para serem novamente mexidas, porque o que vale é o movimento, é o folhear, é a curiosidade, mesmo que não seja dessa vez a conquista. De uma forma ou de outra o leitor volta e aí nessa hora é fisgado pelo que realmente lhe interessa.
Mas, por prudência, ficaremos sempre de olho 👁 para não deixar o caos retornar.
Este texto foi incentivado pela postagem no LinkedIn de Daniel Strauch e pela tarefa executada por Alexsander Lima, na Biblioteca da Faculdade CDL.
O que pode existir de comunicação em um balcão de biblioteca? Eu respondo: tudo e mais alguma coisa, perguntas, dúvidas, justificativas, histórias, lamúrias, apresentações, opiniões, discussões, conquistas, decepções, desculpas, coisas desse tipo e muito mais. São sentimentos revelados e fatos relatados.
Mas, voltando ao balcão de biblioteca, é por intermédio dele que muitas vezes a atividade de referência se inicia e acontece. E também por muitas vezes torna-se difícil por conta da falta de precisão e até de comunicação certeira do usuário. Se por um lado ele é falante e espontâneo em relação a outros assuntos, na hora de explicar a que veio é tímido, não tem clareza e até acha que temos uma bola de cristal. Mas, são os ossos do ofício, cabe ao bibliotecário, com suas técnicas e recursos, decifrar essa demanda.
Não é incomum nas conversas entre bibliotecários ouvirmos como alguns usuários se expressam para demonstrar seus interesses. Podemos citar algumas dessas passagens: