domingo, 13 de agosto de 2017

Meu Pai, arquiteto da família em todos os sentidos

A meu pai com carinho, 

porque em sua curta existência,
porque no compasso do seu caminhar,
arquitetou uma família linda, 
planejou um lar harmonioso,
usou todas as perspectivas do amor,
atentou para cada ângulo da vida,
viveu a arte da profissão,
traçou sua caminhada de forma íntegra,
desenhou seus sonhos de família, 
edificou exemplos para mim e meus irmãos, 
solidificou sua presença em nossos corações,
construiu todo esse patrimônio para sua descendência.

Caminhada de pai

Pai que se derrete, quando vê o filho chegando ao mundo, solidificando sua condição, na benção de Deus.

Pai que não concebeu, mas fez nascer nele o seu filho, recebendo e criando o filho do coração, na benção de Deus.

Pai que se agiganta quando fica pequeno, para brincar com o filho.

Pai que se preocupa com as peraltices despreocupadas do filho.

Pai que descansa se cansando de acompanhar tudo que o filho faz.

Pai que deixa de atender as suas necessidades, para satisfazer o filho, porque é mais importante.

Pai que sem recursos dá o seu jeito para fazer bem feito.

Pai que sofre, porque não pode sofrer no lugar do filho.

Pai que erra com a intenção de acertar, para educar bem o filho.

Pai que luta para ter o filho de volta, buscando, conquistando e até entregando.

Pai que esbanja juventude, para acompanhar o crescimento do filho, no auge dos seus cabelos brancos.

Pai que  corrige o suposto acerto do filho, pensando no seu futuro.

Pai que vira pai de novo, quando recebe a bênção de ter o filho do filho.

Pai que partiu para o PAI, mas sempre está presente e é lembrado sempre, além do Dia dos Pais.

Pai que também é filho e tem o pai ainda perto, para desejar Feliz Dia dos Pais!

Pai que é tudo isso e muito mais, porque ser pai vai além daquilo que já imaginamos e cada experiência é única, porque cada um faz a leitura e vive conforme o seu contexto.

Feliz Dia dos Pais! 


A todos os pais que são verdadeiros pais, 
em especial ao pai dos meus filhos 
e aos pais de toda a minha família.



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Qual é o seu "calcanhar de Aquiles" na Biblioteconomia?

A expressão popular "calcanhar de Aquiles" remonta à mitologia grega. A Deusa Tétis, mãe de Aquiles, com a intenção de torná-lo indestrutível, garantindo, assim, a sua imortalidade, o banhou nas águas do Rio Estige, que tinha o poder da invulnerabilidade. Mas, ao segurá-lo pelo calcanhar para fazer a imersão, este lhe foi poupado, tornando-se a única parte vulnerável. Durante a Guerra de Troia, teria sido atingido por uma flecha no calcanhar, recebida do príncipe Páris, levando-o à morte. Aquiles é um herói lendário do mundo grego clássico.



Essa é a versão mais popular desse relato mitológico, havendo, no entanto, outras versões e contradições. Portanto, baseado nesse mito, atribui-se ao "calcanhar de Aquiles" o ponto fraco de uma pessoa, aquele que não se tem o domínio necessário, que é vulnerável.



Trazendo o mito para a realidade profissional, é de bom alvitre que façamos a seguinte indagação para reflexão: 

Qual é o meu "calcanhar de Aquiles" na Biblioteconomia? 
  • atendimento ao usuário?
  • acesso às novas tecnologias?
  • uso das mídias sociais?
  • construção de vocabulário controlado?
  • serviço de referência?
  • catalogação?
  • classificação?
  • indexação?
  • normalização?
  • organização de conteúdos?
  • uso de repositórios?
  • trabalho com bases de dados?
  • medo de empreender?
  • ...
Não vamos nos deixar ser flechados nesse ponto fraco! Ponto fraco pode ser minimizado e até transformado em ponto forte, se for bem trabalhado. Quantos profissionais se tornaram expert exatamente naquilo que não dominavam antes?


O desconhecido por natureza é instigante, atraente e desperta curiosidade, temos que desmistificá-lo, conhecê-lo, estudá-lo, para depois dominá-lo.

Para começar, temos que refletir sobre o que nos incomoda. Em seguida, apostar na leitura, no crescimento profissional, nas discussões em grupo, nos encontros profissionais, na educação continuada, que se torna ainda mais fácil quando temos à disposição o canal mais democrático para buscar tudo isso.

Vamos navegar e nos banhar por completo no nosso Rio Estige da atualidade!

Vivam todas as possibilidades que temos hoje com a internet!


Publicado originalmente no Mural Interativo do Bibliotecário


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Saberes em folhetim: Criatividade

SABERES EM FOLHETIM: CRIATIVIDADE

"É preciso observar;
É preciso pensar;
É preciso ter ideias.
Engana-se muito
E realiza o nada
Aquele que pensa pouco." 
(Leonardo da Vinci)

Capítulo 1
Explicando criatividade com criatividade (5W2H)

Já ouviu falar no 5W2H (What, Why, Where, When, Who, How, How much)?


O 5W2H é muito utilizado como ferramenta de gestão para planejar e executar qualquer atividade, por intermédio de um plano de ação, tanto para projetos da vida pessoal ou para projetos de trabalho.

A ferramenta teve origem na indústria automobilística, no Japão, na linha de produção de carros, funcionando como uma espécie de check list, sendo logo expandida para todas as áreas, sempre com o objetivo de auxiliar na execução de um plano, culminando na assertividade.

Desta vez, vamos utilizá-lo para guiar esse nosso folhetim. Você que já leu sobre empreender, agora vai conhecer mais sobre criatividade, algo a ser muito explorado na trajetória do empreendedorismo.

Capítulo 2
Aplicando os 5W – Parte I (What, Why)

O que é criatividade? (What)

Etimologicamente, tem origem do latim “creare”, mesmo radical que deriva a palavra criação e que está ligado à palavra criança, afinal, qual criança não é criativa?

Analisando ao pé da palavra, temos cria + atividade, algo que está sempre em criação, nascendo, em atividade.

É buscar a ideia que está do lado direito do cérebro, aquela que, no primeiro momento, parece absurda, mas está carregada de emoções, de intuição e de novidade.
Criar é o processo de desenvolver novas ideias. É o pensar de forma livre, sem barreiras, sem limites ou think outside the box (expressão em inglês que significa pensar fora da caixa), tal qual uma criança.

Por que usar a criatividade? (Why)

Porque queremos nos diferenciar no mercado, oferecer produtos e serviços que atendam às demandas, que curem as “dores” das pessoas. Porque Criatividade (ideia) leva à inovação (ação) e é lá que queremos chegar, no fazer, no implementar, construindo e reconstruindo, para transformar a realidade.

Capítulo 3
Aplicando os 5W – Parte II (Where, When, Who)

Onde usar a criatividade (Where)

Já falamos antes aqui, vamos usar a criatividade no ambiente digital, é democrático, convidativo e acessível a todos. A rede não é só para deitar e sair navegando a balanço nela, tem também que se embaralhar com ela, usá-la para criar o negócio e depois fisgar os clientes.

Quando usar a criatividade? (When)

Agora, now! Está esperando o quê? Tem momento mais oportuno do que este que vivemos atualmente? É das crises que podem nascer oportunidades. Já vimos esse filme antes, muitas ideias novas que conhecemos hoje nasceram de crises. Vamos colocar a cabeça para pensar e criar?

Quem pode (deve) usar a criatividade? (Who)

Qualquer pessoa pode ser criativa. Criatividade não é intangível, não é qualidade de poucos, só dos gurus ou algo reservado aos artistas, pessoas incomuns e gênios, é disciplina que pode ser desenvolvida e aprendida. Todos nós somos capazes de expressar e exercer a criatividade, bibliotecário então, nem se fala, nós temos a expertise de gerir a informação, de mediá-la, tornando-a acessível. Precisa de mais?

Capítulo 4
Aplicando os 2H (How, How much)

Como usar a criatividade? (How)

Deixe a criatividade correr solta, tal qual a de uma criança, que tudo imagina, tudo sonha, tudo idealiza, tudo cria e recria.
Ser o próprio agente promotor da mudança é fantástico! No mundo atual, precisamos nos reinventar sempre, para nos mantermos em evidência no mercado.
As novas ideias podem ser decorrentes de pensamento imaginativo, da combinação de vários deles, ou ainda das experiências de um grupo.

Quanto custa usar a criatividade? (How much)

Nada! O melhor de tudo isso, é que ter ideias novas, nada custa, apenas alguns momentos de dedicação ao exercício de criação, ficar atento aos insights, ou refletir sobre as demandas que a própria vida mostra e aplicá-las ao contexto adequado.

Capítulo 5
Concluindo e abrindo espaço para a inovação

Depois dessa conversa, vocês já podem perceber quão importante é criar e recriar; que uma ideia já existente pode ser trabalhada e reinventada de acordo com o contexto; que todos nós somos capazes de expressar e exercer a criatividade; que a internet é de todos e para todos e, que a criação é o caminho para a inovação.

Vamos a ela, então, no próximo folhetim! Aguardem!

Publicado originalmente em Mural Interativo do Bibliotecário


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Agosto que dá gosto!


Agosto que dá gosto! Mas o certo não seria, “agosto, mês do desgosto”?

Esclarecendo, para quem não conhece, a tradição é herdada dos colonizadores portugueses, do período das Grandes Navegações do Século XVI, pois era no mês de agosto que as caravelas se lançavam ao mar para desbravar o novo. As mulheres dos navegadores nunca casavam em agosto, porque, além de não ser possível a da lua-de-mel, corriam o risco de se tornarem viúvas em função do alto risco das navegações.

Segundo o escritor Mário Souto Maior, a frase tradicional consagrada é “casar em agosto traz desgosto”, mas, foi resumida para a conhecida “agosto, mês do desgosto”

Queremos desmistificá-lo, passando a adotar o “Agosto que dá gosto!”, isso porque marca o retorno às aulas, seguido imediatamente do Dia do Estudante.


Estudando que segue sempre em frente com seus objetivos, estudando e aprendendo, para construção de uma sociedade melhor.




Agosto, realmente, dá gosto!

domingo, 30 de julho de 2017

Canela, a mais bela!


Olha ela!
É Canela, a mais bela!
Da janela, uma olhadela,
Na passarela, tem flor amarela
Quanta beleza nessa cidadela!

Veja ela!
É Canela, a mais singela!
Da janela, uma piscadela,
Na ruela, alguém de sentinela,
Quanta presteza com a clientela!

Curta ela!
É Canela, meiga como macela,
Dei uma chegadela até ela,
Visitei e gostei dela,
Outra vez volto nela,
Quanta pureza nessa donzela!



AnaLu










  















quarta-feira, 26 de julho de 2017

Avós: a nossa descendência mais próxima

Pessoas que conheceram seus avós e tiveram a oportunidade de contar com a convivência frequente deles foram privilegiadas com essa benesse da história familiar. Foram contempladas com relatos e fatos de uma geração mais distante, fora do contexto conhecido, quiçá, ouviram histórias das peraltices e proezas dos pais quando crianças. Uma riqueza de conteúdos!

Pais dos pais, os avós são eternos, principalmente quando são imortalizados nas nossas mentes, nos nossos nomes e nas paredes de nossas casas. São merecedores desse dia de hoje para serem bem lembrados.

Não tive o privilégio de conhecer minhas avós, mas herdei o nome de Luiza da avó paterna. O nome de Jovita, da minha avó materna, foi para a minha mana Vita. Quanto aos avôs, ainda muito pequena, tive contato com ambos, que cederam seus nomes para meus irmãos, Arthur Fábio e Pedro Altino.


Maria Luiza e Arthur

Jovita e Altino

Em casa, já preparei o recanto para imortalizar os pais do casal, avós dos nossos filhos.

Maria da Conceição e José Armando
Lindalva e José Mario

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Indexação: "perder tempo" agora para ganhar depois

Durante o processo de indexação, devemos pensar nos termos adequados a serem destacados, os quais serão utilizados na busca booleana, que deve ser articulada de forma a nos fornecer o resultado pretendido com especificidade, precisão, revocação ou exaustividade. Nesse processo temos dois agentes envolvidos: o bibliotecário/Arquivista, responsável pelo tratamento e mediação da informação e o usuário, que a utiliza.


Todo esforço nessa hora e todo tempo investido será recompensado, posteriormente, com os resultados da pesquisa apresentados. Por isso, vale ressaltar o bordão tele novelesco: "Muita calma nessa hora!".

Devemos fazer a leitura correta, atentando para as especificidades, mas, também, para as generalidades, afinal, estas, em algum momento, serão requisitadas.

Essa preocupação deve ser de qualquer profissional que trabalhe com o tratamento  da informação, seja em bibliotecas, arquivos, museus ou centros de informação e documentação.

Cabe relembrar os conceitos que remetem a esses resultados em menor ou maior número, em menor ou maior precisão.


No entanto, cabe ao usuário pesquisador a tarefa de saber organizar a busca, utilizando os operadores booleanos, conforme o contexto, sob pena de restringir ou ampliar por demais os resultados.

Portanto, uma vez definidos os termos, descritores, assuntos ou palavras-chave pelo profissional, entra em cena o usuário do sistema, articulando-se com a plataforma e com os recursos de busca que ela oferece.

E como isso ocorre?

Devemos utilizar a caixa de pesquisa do buscador ou sistema com o nível de precisão, que desejamos, aplicando os operadores booleanos: and, or e not (e, ou, e não), para não recebermos aquela avalanche de resultados, grande parte sem atender aos nossos interesses.

Esclarecendo, operadores booleanos são palavras que têm o objetivo de definir, para o sistema de busca, como deve ser feita a combinação entre os termos ou expressões de uma pesquisa.

A expressão booleano tem origem no matemático inglês George Boole, criador da álgebra booleana. 

Esses conectores operam relacionando as palavras ou expressões durante o processo da busca, adicionando, excluindo, combinando, comparando, umas com as outras, até trazer o resultado. 

Explicando cada um, temos o seguinte:

  

AND (E) = restringe a pesquisa, é equivalente à interseção que aprendemos na teoria dos conjuntos, também apresentado com a expressão: "incluindo todas as palavras”. Os resultados recuperados devem conter, simultaneamente, os termos indicados.

OR (OU) = amplia a pesquisa, é equivalente à união que aprendemos na teoria dos conjuntos, também apresentado com a expressão: “incluindo qualquer uma das palavras”. Os resultados recuperados devem conter um dos termos requisitados. 

NOT (NÃO) = exclui termos não desejados, equivalendo a expressão “excluindo a(s) palavra(s)”. 

Também podemos fazer associações de operadores, tal qual uma sentença matemática, utilizando parênteses: (x OR y) AND z, ou seja, qualquer um dos dois (x ou y) intercedidos com o terceiro (z). 

Além de todos esses, contamos com o *(asterisco), que, se aplicado ao final da frase, substitui qualquer letra ou sufixo e aqueles que são de proximidade, "" (aspas duplas, abrindo e fechando), que traz os resultados da forma como constam dentro das aspas e o operador NEAR (perto), que traz resultados próximos, separados até duas palavras.

Já o ~ (til), antecedendo o termo, busca palavras parecidas com a solicitação e .. (dois pontos) entre dois números, para expressar a extensão de coisas como data, preço e medidas.

Inurl: ou site:, apresenta resultados dentro de um site que possua o conteúdo pesquisado dentro de um domínio específico.

O livreto "Como pesquisar na internet" traz tudo isso muito bem explicado.


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Manas e sinhás

Hoje é o Dia dela, Jovita ou simplesmente, Vita, minha  mana. E o que posso dizer dessa mana?

Que é a calma em pessoa? Para quem a conhece, não é novidade.
Que cuida dos seus? Toda a família é testemunha disso.
Que se preocupa com o próximo? Muitos são prova viva dessa dedicação.
Que atende a quem se chega sem pedir nada em troca? É a pura verdade.
Que atuou exemplarmente como educadora? Que digam os alunos e amigos professores das escolas por onde passou.
Que fez tudo e mais alguma coisa que estava ao seu alcance no exercício do trabalho? Que digam os colegas de profissão.
Que parecemos uma com a outra? Assim falam os nossos filhos.
Que somos uma diferente da outra? Assim fala a nossa mãe.

Agora, que é uma mana para qualquer hora, que posso contar com ela em qualquer contexto, que tenho orgulho de tê-la como mana, que chamamos uma a outra de sinhá, sabe-se lá quem sabe!

De qualquer forma, neste 13 de julho, estava mais do que na hora de fazer essa leitura e bradar tudo isso.


Oi Sinhá!
Você é mana do coração!


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Férias de dois

Férias de dois são férias para quem atua em duas frentes, por isso, tê-las simultaneamente leva esse título. É o meu caso, estou de férias de lá e de cá.

Momento para repousar, colocar as ideias em ordem, conversar mais, ler e escrever com frequência, para se dedicar à família, à casa, à natureza e, de quebra, para viajar.

Por enquanto, só curtindo em casa, entre flores, cambacitas e beija-flores.










segunda-feira, 10 de julho de 2017

Informação: mediando para gerar conhecimento

Somos, diariamente, bombardeados por informações de toda sorte. É uma verdadeira avalanche! Elas são de todos os gêneros, segmentos, esferas, procedências e tamanhos, que vão se acumulando de forma desordenada, confusa, sem pretensão e objetivo.

Vimos, ouvimos ou lemos algo, mas não processamos para possibilitar o entendimento e a compreensão, nem sabemos ao certo para que nos serve aquela informação naquele momento.

Quando selecionamos aquela que nos interessa e trabalhamos suas facetas, seu contexto, quando nos apropriamos, atuando como agentes mediadores de nós mesmos, fazendo a interpretação holística, a combinação necessária e a seleção, passamos a gerar conhecimento.

Por isso, as características de cumulatividade para a informação e de seletividade para o conhecimento, tão bem ressaltadas por Cortella em seus escritos e palestras.

Informação é cumulativa, conhecimento é seletivo (CORTELLA, 2016).

É desse conhecimento que nos alimentamos para conduzir nossas vidas pessoal e profissional. Uma vez gerado conhecimento, seu conteúdo é introspectado e passa a fazer parte da nossa vida de forma mais permanente, nos acompanhando sempre, sendo usado quando precisamos dele, nos momentos oportunos. Dessa forma, abastecidos de conhecimentos, estamos sempre seguindo em frente.

A assertiva é muito forte e, apesar de complexa, é decisiva, mas, com toda permissão, acrescentaria algo antes e depois, são três segmentos, a fim de completar o percurso que aprendemos nos bancos acadêmicos da Biblioteconomia.

Iniciaria pelo dado, que pode gerar informação, esta, que pode gerar conhecimento, este, que se torna sabedoria com o tempo, que, por sua vez, constrói a cultura. 

E, seguindo o modelo de Cortella, adjetivando cada substantivo, construí a sentença abaixo:

dado (aleatório) < informação (cumulativa) < conhecimento (seletivo) < sabedoria (consistente) < cultura (enraizada).

Mas, não termina por aí, tudo pode recomeçar a qualquer tempo, já que tudo é dinâmico, renovável e está sempre em transformação. É a partir de um novo dado, que combina com outro e mais outro, que gera informação, que se associa a outra e é interpretada/mediada, se transformando em conhecimento, e assim por diante, que novas sentenças são escritas e executadas, desenvolvendo-se, assim, o pensamento humano.

O segredo é sermos mediadores da informação para nós mesmos e para os outros, principalmente, quando atuamos como bibliotecários, não deixando passar aquela informação de interesse, fazendo a seleção, gerando ou fazendo com que gerem conhecimento.

CORTELLA; DIMENSTEIN. Trecho do programa Sempre um Papo, com Mário Sérgio Cortella e Gilberto Dimenstein. Informação vs conhecimento. Publicado Julian Neto em 7 de mai de 2016 (Youtube).




sábado, 8 de julho de 2017

Os livros estão sempre por trás

Estamos habituados a ver pessoas de renome, conhecidas publicamente nos mais diferenciados segmentos profissionais, apresentando suas falas, seus pontos de vista, seus comentários acerca de algum assunto nos jornais, entrevistas e em diversos programas televisivos. 

Até aí tudo bem, mas, uma questão passou a chamar minha atenção, pois, a maioria desses eventos, têm como pano de fundo do cenário televisivo, estantes de livros das mais diferentes formas, cores e disposições.

Curiosa, passei, então, a registrá-los a partir da tela do equipamento, colecionando-os, pensando em uma possível postagem. Pois bem, hoje ela está vindo a público.

Daí resgatei algo já bem conhecido: o livro é realmente símbolo de cultura e de sabedoria. Os livros estão sempre por trás de tudo. 

As cabeças pensantes abaixo que colecionei, dignas do mais alto nível de intelectualidade ratificaram a assertiva com chave de ouro. 

Apesar de ter iniciado essa ação em 2016, essa lista pode ser ampliada a qualquer tempo, basta mais dedicação a esse fenômeno.

Diogo Mainardi
Escritor, produtor, roteirista de cinema e colunista brasileiro. Atualmente apresenta o Manhattan Connection e faz publicações em O Antagonista.

Ariel Palacios
Jornalista, correspondente brasileiro na Argentina.

Ferreira Gullar
Escritor, poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro, postulante da cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras.

Fernando Henrique Cardoso
Sociólogo, cientista político, professor universitário, escritor e político brasileiro. Foi o 34º presidente da República Federativa do Brasil entre 1995 e 2003.

Almino Affonso, 
Ex-ministro do trabalho de João Goulart.

Sérgio Fausto
Cientista Político do Instituto FHC

Mas, por outro lado, como essa simbologia é muito forte, há aqueles que usam desse argumento apenas como decoração, para passar a ideia de intelectualidades, sem serem merecedores dessa causa.