quarta-feira, 23 de setembro de 2026

domingo, 20 de setembro de 2026

O ROI das bibliotecas

Uma biblioteca precisa de orçamento, embora não seja uma empresa voltada ao lucro financeiro, ela é um organismo vivo em constante expansão e manutenção. O investimento financeiro garante a infraestrutura, a tecnologia e a renovação contínua do acervo.

Como ela não dá lucro na essência e na literalidade da palavra, o verdadeiro diferencial, no entanto, está no Retorno sobre o Investimento (ROI), que nas bibliotecas se traduz em Retorno Social e Intelectual.

Vemos a transformação do capital financeiro em capital humano, quando cada real investido na aquisição de livros, assinaturas de bases de dados e capacitação de equipe retorna para a sociedade ou comunidade acadêmica na forma de inovação, retenção escolar, pensamento crítico e produção de novos conhecimentos.

Também é notável que o orçamento financia a equidade com a democratização do acesso à informação, permitindo que pesquisadores, estudantes e a comunidade tenham acesso a recursos informacionais de alto valor que seriam inacessíveis individualmente.

Podemos também falar em preservação e memória, a partir do custeamento da conservação física e digital do acervo, proporcionando que o conhecimento acumulado não se perca, servindo de base para futuras gerações de pesquisadores.

E se uma biblioteca tem uma infraestrutura tecnológica e física adequada, ela pode ter um espaço dedicado à mediação e convivência, com atividades de mediação cultural, letramento informacional e incentivo à leitura.


Estudos internacionais de valoração de bibliotecas mostram que cada unidade monetária investida em uma biblioteca gera um retorno indireto de 3 a 5 vezes o seu valor em benefícios socioeconômicos para a sua comunidade.

Você já tinha pensado nisso antes? Biblioteca não é custo é investimento! O Brasil precisa cumprir a Lei nº 12.244 de 2010, que dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do país, que foi, posteriormente, atualizada pela Lei nº 14.837 de 2024.

sábado, 19 de setembro de 2026

Arquivo Apostólico e Biblioteca do Vaticano

Em visita à Biblioteca Vaticana, o Papa "Leão XIV, seguindo os passos do 'cuidado secular' dos seus antecessores em relação às 'instituições que preservam e guardam a memória administrativa e cultural da Sé Apostólica'", assinou um quirógrafo que estabelece a ampliação das áreas à disposição das duas instituições o Arquivo Apostólico e a Biblioteca Apostólica do Vaticano, solicitando que se proceda à construção de um novo edifício para atender às necessidades.

Isso transmite uma mensagem muito forte: preservar memória exige infraestrutura, planejamento e investimento. Não basta reconhecer o valor histórico de um acervo; é preciso criar condições físicas e tecnológicas para conservá-lo, organizá-lo, estudá-lo e disponibilizá-lo.




segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Manuscrito original do Hino Nacional Brasileiro

A matéria do G1Ambiente monitorado, uso de luvas e segurança reforçada: manuscrito e partitura originais do Hino Nacional Brasileiro têm cuidado redobrado, por Cristina Boeckel, reforça a ideia de que guardar a história é um ato contínuo de respeito, técnica e compromisso com a memória de uma nação. 

Essa matéria revela os bastidores invisíveis, porém vitais, da Arquivologia e da Conservação. Valorizar esses acervos é reconhecer a dedicação diária de profissionais que, no silêncio dos arquivos, garantem que o Brasil de amanhã ainda possa ler e ouvir as origens da sua própria história.

Além do manuscrito original da letra do Hino Nacional Brasileiro, de Osório Duque-Estrada, há um acervo valiosíssimo na Academia Brasileira de Letras (ABL). Vale a pena ver a matéria.

Esse acervo é tratado, guardado e gerenciado seguindo todos os cuidados de preservação e conservação que a Ciência Arquivística orienta.






Reencontrando um clássico

Li o livro de Mark Twain "O Príncipe e o pobre" e, mais tarde, na década de 70, assisti ao filme "O Príncipe e o mendigo", uma terceira adaptação para o cinema do livro, dirigida por Richard Lester.

E agora tive esse reencontro com uma edição de 1959, ano que nasci, publicada pela histórica e emblemática Livraria José Olympio Editora. O exemplar é proveniente da casa de uma tia já falecida e está bem desgastado pelo tempo, mas ainda com a possibilidade de ter suas páginas folheadas. Vou aproveitar para rever alguns trechos e lembrar da juventude.

A obra do autor norte-americano é um famoso romance histórico infantojuvenil, publicada originalmente em 1881, que trata de nascimentos opostos, riqueza e pobreza, em Londres no século XVI, retratando as desigualdades sociais e as severas leis da época, do reinado de Henrique VIII.

A José Olympio foi fundada em 1931 e desde 2001 pertence ao Grupo Editorial Record, sendo uma clássica marca do Grupo.

Enquanto as pessoas partem e as empresas mudam ou fecham, as obras ficam imortalizadas, principalmente os clássicos mundiais.