A leitura, quando despojada da obrigação e do peso do desempenho, deixa de ser uma tarefa para se tornar um território de liberdade. Incentivar o hábito de ler fora dos muros das exigências escolares, acadêmicas ou profissionais é, na verdade, um convite à autonomia e ao prazer da descoberta.
A ação de deixar a coisa livre, sem obrigação, sem tempo certo, apenas oferendo opções variadas, é um grande convite e incentivo à iniciação e prática. É assim que formamos leitores.
Diferente da leitura imposta, que muitas vezes busca apenas a absorção de dados, a leitura espontânea permite que o leitor dite seu próprio ritmo. É nesse espaço de gratuidade que o livro se transforma em refúgio (desconexão da rotina e tela), espelho (ecos de nossas próprias emoções e dilemas) e janela (realidades e culturas sem a necessidade de um passaporte).
Incentivar sem impor exige uma postura de curiosidade compartilhada. Em vez de cobrar a leitura de um clássico por puro dever, o incentivo eficaz acontece pelo exemplo e pelo acesso. Ter livros ao alcance das mãos, falar sobre o que se leu com entusiasmo e permitir que cada pessoa encontre seu gênero, seja o romance, a biografia ou a ficção científica, é o que constrói leitores de fato.
Ler por prazer é exercer o direito de não terminar um livro que não agrada e de se perder naquelas páginas que nos fazem esquecer o tempo. É, em última análise, um dos maiores exercícios de liberdade individual que podemos cultivar.
Na Faculdade CDL, além da biblioteca física e virtual da Pearson, com diversos títulos à escolha, temos o Projeto Livre Leve e Solto, em que qualquer pessoa deixa o livro livre no totem e quem quiser pega e leva. Para aqueles que ainda têm resistência ao uso da biblioteca, é um convite e tanto.
