quarta-feira, 20 de maio de 2026

Pedagogia de hoje em dia

O Dia Nacional do Pedagogo é comemorado em 20 de maio, data instituída pela Lei nº 13.083/2015 para homenagear os profissionais que atuam na educação, coordenando, planejando e avaliando processos de aprendizagem em diversos contextos, como escolas, hospitais e ONGs, focando no desenvolvimento integral de crianças, jovens e adultos, valorizando o ensino e a formação.

A pedagogia contemporânea atravessa uma transformação significativa, impulsionada pela necessidade de se adaptar a um mundo em constante evolução. Diferente dos modelos tradicionais, a abordagem atual desloca o eixo do ensino para o aluno como protagonista, fundamentando-se na ideia de que o conhecimento é construído por meio da interação e da criticidade, conceitos herdados de pensadores como Piaget e Vygotsky.

​Nesse cenário, a integração de tecnologias digitais e o ensino híbrido deixaram de ser recursos acessórios para se tornarem pilares metodológicos. Ferramentas como inteligência artificial, realidade aumentada e plataformas de aprendizado personalizado permitem que o professor atue não mais como o único detentor do saber, mas como um facilitador. Essa mediação é essencial na aplicação de metodologias ativas, como a Sala de Aula Invertida e a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), que estimulam a resolução de problemas reais e o engajamento prático.

Aliado ao uso da tecnologia, o reconhecimento da individualidade do estudante ganha força por meio da personalização e flexibilização do ensino. Ao compreender que cada aluno possui um ritmo e estilo de aprendizagem único, a escola moderna busca uma educação inclusiva e diversa. Isso implica não apenas no uso de tecnologia assistiva para alunos com necessidades especiais, mas na promoção de um ambiente que supere exclusões sociais, étnico-raciais e culturais, garantindo que o direito ao saber seja equânime.

Sala de aula didática interativa

Contudo, a formação do indivíduo hoje ultrapassa o conteúdo curricular estritamente acadêmico. Há um foco crescente no desenvolvimento socioemocional e integral, priorizando competências como empatia, resiliência e trabalho em equipe. Tais habilidades são vistas como fundamentais para que o cidadão consiga lidar com os dilemas complexos da atualidade, como o excesso de informação e o estresse da automação, preparando-o para uma atuação crítica e equilibrada na sociedade.

​Consequentemente, essa nova realidade redefine o papel do pedagogo, cuja atuação se expande para além dos muros escolares. Se no ambiente escolar ele é o articulador que organiza as práticas pedagógicas e coordena processos educativos, em espaços não escolares, como hospitais, empresas, e ONGs, ele se torna um gestor do conhecimento e do desenvolvimento humano. 

O pedagogo moderno é um agente de transformação social, essencial para sistematizar e produzir conhecimentos que dialoguem com as mudanças de valores e os desafios de um futuro em constante construção.

E eu saúdo a minha mãe, pedagoga, arte-educadora e teóloga, que apesar de ter 95 anos, quase 96, atuou brilhantemente na Escolinha O Cogumelo, dirigindo-a por mais de 20 anos, sempre à frente dos tempos com técnicas e métodos educacionais.

domingo, 17 de maio de 2026

Balcão de biblioteca

O que pode existir de comunicação em um balcão de biblioteca? Eu respondo: tudo e mais alguma coisa, perguntas, dúvidas, justificaticas, histórias, lamúrias, apresentações, opiniões, discussões, conquistas, decepções, desculpas, coisas desse tipo e muito mais. São sentimentos revelados e fatos relatados.

No trabalho de referência do bibliotecário, além da tarefa em si de ouvir, mediar, Interpretar, buscar e atender às necessidades informacionais dos usuários, cabe também a escuta geral. Como coloquei antes, são assuntos pessoais de todas as esferas, assuntos do dia a dia, do que está acontecendo na sociedade e no mundo. Esses assuntos, na maioria das vezes, passam longe do cerne da atividade, mas, como têm a ver com o usuário, vamos a eles, precisamos ouví-los e atendê-los,
afinal, estamos a postos para o que der e vier.

Mas, voltando ao balcão de biblioteca, é por intermédio dele que muitas vezes a atividade de referência se inicia e acontece. E também por muitas vezes torna-se difícil por conta da falta de precisão e até de comunicação certeira do usuário. Se por um lado ele é falante e espontâneo em relação a outros assuntos, na hora de explicar a que veio é tímido, não tem clareza e até acha que temos uma bola de cristalMas, são os ossos do ofício, cabe ao bibliotecário, com suas técnicas e recursos, decifrar essa demanda.

Não é incomum nas conversas entre bibliotecários ouvirmos como alguns usuários se expressam para demonstrar seus interesses. Podemos citar algumas dessas passagens:

  • quero o livro do professor da sexta-feira;
  • desejo aquele livro bem grosso e amarelo;
  • você tem um livro que tem o conteúdo do questionário que o professor passou para responder?
  • Preciso do livro que o autor compara dois conceitos daquele assunto, daquela disciplina;
  • vou elaborar um artigo, você tem um livro que fale de xxxxxxxx xxxxxx xx xxxxxx xxxxxxxxxx xxxxx ?  (exatamente o título do artigo)
É uma "perturbação" por conta da dependência, da certeza de que vamos solucionar a questão. Mas, em todo contato desse tipo é uma oportunidade de irmos educando para a autonomia junto ao acervo e aos serviços bibliotecários em geral, afinal, estamos ali para isso, hiper super bibliotecários na solução de problemas e o balcão de biblioteca facilitando tudo isso.

domingo, 10 de maio de 2026

Mimo para a mãe

Uma delicadeza com carinho para o Dia das Mães, na Mrh Arquivos e na Faculdade CDL.


domingo, 3 de maio de 2026

Livros nunca são demais

Livros nunca são demais, enriquecem,  complementam e embelezam o ambiente, proporcionando a oportunidade de ampliar o conhecimento.


Na Iceland, depois de uma saborosa pizza e um delicioso gelado, uma leitura para alimentar também a mente.

Livro e leitura livres

A leitura, quando despojada da obrigação e do peso do desempenho, deixa de ser uma tarefa para se tornar um território de liberdade. Incentivar o hábito de ler fora dos muros das exigências escolares, acadêmicas ou profissionais é, na verdade, um convite à autonomia e ao prazer da descoberta.

A ação de deixar a coisa livre, sem obrigação, sem tempo certo, apenas oferendo opções variadas, é um grande convite e incentivo à iniciação e prática da leitura. É assim que formamos leitores.


​Diferente da leitura imposta, que muitas vezes busca apenas a absorção de dados, a leitura espontânea permite que o leitor dite seu próprio ritmo. É nesse espaço de gratuidade que o livro se transforma em refúgio (desconexão da rotina e tela), espelho (ecos de nossas próprias emoções e dilemas) e janela (realidades e culturas sem a necessidade de um passaporte).

​Incentivar sem impor exige uma postura de curiosidade compartilhada. Em vez de cobrar a leitura de um clássico por puro dever, o incentivo eficaz acontece pelo exemplo e pelo acesso. Ter livros ao alcance das mãos, falar sobre o que se leu com entusiasmo e permitir que cada pessoa encontre seu gênero, seja o romance, a biografia ou a ficção científica, é o que constrói leitores de fato.

​Ler por prazer é exercer o direito de não terminar um livro que não agrada e de se perder naquelas páginas que nos fazem esquecer o tempo. É, em última análise, um dos maiores exercícios de liberdade individual que podemos cultivar.

Na Faculdade CDL, além da biblioteca física e virtual da Pearson, com diversos títulos à escolha, temos o Projeto Livre Leve e Solto, em que qualquer pessoa deixa o livro livre no totem e quem quiser pega e leva. Para aqueles que ainda têm resistência ao uso da biblioteca, é um convite e tanto.