quinta-feira, 4 de junho de 2026

Estantes bangunçadas, usuários satisfeitos!

Acesso livre às estantes é um problema nas bibliotecas? Jamais!

O acesso livre às estantes é a oportunidade que os usuários têm do contato direto com as obras para que possam fazer suas escolhas mais acertadas. É a autonomia que eles precisam para resolver suas demandas informacionais. É a liberdade que necessária para que a biblioteca atraia novos leitores.

O que acontece geralmente é quase um ritual. Ele pega um livro, dá uma lida lá na estante mesmo, se interessa, acha por bem sentar para ler mais profundamente. Daí conclui que não era bem isso que queria, retorna às estantes, coloca em qualquer lugar e assim, as obras vão andando, se deslocando, porque já vem outro em seguida e tem o mesmo comportamento. 

É nessa hora que as ciências se encontram e se abraçam de qualquer jeito, mesmo uma não tendo nada a ver com a outra. O Dewey quase infarta! Livro de sociologia indo parar nas finanças, livro de tecnologia na literatura, livro de marketing na psicologia aplicada e assim por diante... 

Imagem criada por IA a partir do trecho acima

Mas, estantes bagunçadas é sinal de usuários satisfeitos. O problema ocorre quando precisamos localizar uma publicação que ganhou pernas e foi parar, sabe-se lá onde.

Mesmo com a orientação para não colocarem de volta às estantes os livros manuseados/retirados, eles ainda o fazem. E é por isso que mantemos a rotina de revisar a organização dos livros nas estantes conforme a Classificação Decimal Dewey (CDD). O bibliotecário norte-americano de quem falei acima é o idealizador desse sistema que põe ordem ao caos nas bibliotecas.

E, trazendo para a minha realidade de trabalho, é nessa hora que conto com o trabalho primoroso e dedicado do estagiário de Biblioteconomia, Alexsander Lima, da Biblioteca Francisco Freitas Cordeiro, da Faculdade CDL, da qual sou a bibliotecária responsável. Ele simplesmente, em poucos dias, colocou a ordem no caos. Além de obedecer rigorosamente à classificação, colocou a ordem nos exemplares da mesma obra e os alinhou nas prateleiras.

E agora as estantes estão prontas para serem novamente mexidas, porque o que vale é o movimento, é o folhear, é a curiosidade, mesmo que não seja dessa vez a conquista. De uma forma ou de outra o leitor volta e aí nessa hora é fisgado pelo que realmente lhe interessa.  

Mas, por prudência, ficaremos sempre de olho 👁 para não deixar o caos retornar.

Este texto foi incentivado pela postagem no LinkedIn de Daniel Strauch e pela tarefa executada por Alexsander Lima, na Biblioteca da Faculdade CDL.