domingo, 16 de agosto de 2026

Sobre livros e leituras

Sobre livros e leituras, mais importante do que a posse física do objeto é o ato do encontro com a palavra. A leitura não deve ser refém do poder de compra nem delimitada por barreiras econômicas. Não importa se a jornada se dá pelas páginas cheirosas de um livro novo recém-comprado na livraria, pelo exemplar surrado e marcado por dezenas de leitores numa biblioteca pública, pela tela iluminada de um leitor digital, por um audiolivro durante o deslocamento diário ou por uma obra resgatada numa feira de troca.


Nesse contexto, nada de dualismo, vamos pelo caminho da dualidade, vale a compra para quem tem condição, vale o empréstimo nas bibliotecas e vale as campanhas de livro livre. Nas três dimensões a leitura acontece, as ideias e o conhecimento se propagam e o livro circula.

​O valor real do livro reside na sua capacidade de transformar quem o lê, e não na etiqueta de preço ou no formato. Quando desconstruímos o elitismo que cerca o hábito de ler, abrimos espaço para uma comunidade verdadeiramente leitora.

Seja comprando, pegando emprestado, doando ou compartilhando arquivos digitais, o que realmente importa é que a história ganhe vida na mente de quem lê. Livro bom é livro em circulação, cumprindo sua missão de acender ideias, provocar reflexões e expandir horizontes.

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