Espaço para registrar ações, fatos, escolhas e decisões do cotidiano, que, para serem compreendidas, dependem da leitura que se faz e do contexto em que se vive, na Biblioteconomia, na Arquivologia, na natureza, na família e no dia a dia.
domingo, 26 de abril de 2026
Uma trama do acaso
sábado, 29 de junho de 2024
Olha ele na estante!
Recebi o meu exemplar de Poesia do Meu Jeito diretamente as mãos de autora, minha mãe.
Alegria imensa de tê-lo na minha estante para apreciá-lo com a leitura.
Em "Palavra da filha", poeticamente (tinha que ser), contei todo o sentimento da minha mãe para a concepção das poesias e do próprio livro.
Dizia que fazia,Mas, não entendia como poesia,
Era um sentimento que sentia,
Um lampejo de alegria,
Uma gota de melancolia,
Um momento de euforia,
Mas, nada de poesia,
Apenas o que escrevia.
Precisava usar bem o fonema,
Fazer a rima, ouvir o som, montar o esquema,
Tudo para compor o poema.
Precisava também de tema,
Alguma coisa suprema,
Sem qualquer estratagema,
Que fosse direto ao problema.
Consciente, ficou indiferente,
Continuou a escrever, compulsivamente,
Pensando no que sentia, profundamente,
Toda hora, diariamente,
Escreveu muito, repetidamente,
Leu e releu, naturalmente,
E assim... De repente, nasceu aquele ente.
A poesia é do seu jeito,
Algo que vem de dentro do peito,
Que não tem regra nem preceito,
Mas tem conteúdo profundo e de respeito,
E assim... Foi se compondo aquele feito,
De poesia em poesia, um caderno perfeito,
Depois, postada uma a uma, com efeito,
No seu Blog Poesia do meu jeito!
domingo, 23 de junho de 2024
Lançamento do livro Poesia do Meu Jeito
Foi ontem o lançamento do livro da minha mãe, Poesia do Meu Jeito.
Minha mãe, que completou 94 anos, chega a esse feito me enchendo de orgulho e proporcionando aos filhos muita alegria pela sua força, lucidez e vivacidade.
- Natureza e Ecologia;
- Protesto;
- Analogia;
- Resgate do Homem;
- Paradoxo;
- Vida;
- Pensamento Cristão.
domingo, 9 de junho de 2024
Um livro prá lá de diferente!
Olha só isso! Um livro prá lá de diferente! São milhões de possibilidades para composição e leitura de poemas. Quase o livro infinito da ficção de Jorge Luis Borges em o Livro de Areia.
Postagem incentivada por Michele Marques Baptista, no LinkedIn.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
Sol e Lua
Presente personalizado e autografado foi o que eu ganhei neste Natal, juntamente com a família inteira. Nossa mãe, matriarca da família, nos presenteou com uma bela mensagem, estampada em uma camisa cheia de esperança.
A via é assim...
Sol
E fases da Lua!
O cartão que acompanhou, também poesia, está lá em Poesia do Meu Jeito, de Maria da Conceição Farias.
sexta-feira, 19 de junho de 2020
90 anos, uma longa jornada
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Quem historia, também faz poesia
O evento cultural semanal foi instituído pelo “Embaixador” Altino Farias, meu outro mano, proprietário dessa casa de bebidas, também membro da ACLJ.
terça-feira, 21 de março de 2017
A poesia resultante da leitura e do contexto
Se eu gosto de poesia?
Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor. Acho que a poesia está contida nisso tudo.
(Carlos Drummond de Andrade em 'Procura da poesia')
sábado, 14 de janeiro de 2017
Máxima poética de Manoel de Barros para 2017
Portanto, não basta ver e rever, temos que transver o contexto, dessa forma, a criatividade corre solta, tal qual a de uma criança, que tudo imagina, tudo sonha, tudo idealiza, tudo cria e recria.
Visão, lembrança e imaginação, uma progressão necessária, para fazer a leitura do mundo, principalmente no momento atual, de crise política, econômica e social. Transver para entender, superar, empreender e compartilhar.
Vamos iniciar 2017 com essa máxima poética de Manoel de Barros?
domingo, 20 de novembro de 2016
Livro de Rua II
Fazendo a leitura, vemos uma das nossas origens, hoje, totalmente miscigenada pelo país afora.
Todo brasileiro do Quilombo Urbano, tem um pouco de preto do Quilombo Zumbi dos Palmares, seja na própria cor, seja nas raízes ou nos costumes.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Livro de rua
Em meio ao descaso urbano, enfeitado com galhos de paineira, natural do asfalto, o Livro de Rua salta aos olhos, dada a criatividade e a essência da proposta.
Os autores da obra Livro de Rua: uma cartografia poética da Cidade Iracema são Sivirino de Cajú e Éden Loro, que ganharam o IV Prêmio Leonilson de Artes Visuais na Cidade de Fortaleza, em 2011.
Nas palavras reveladoras de Flávio Paiva, do Jornal O POVO, em outubro de 2015, percebe-se a sensibilidade da obra, que vem resistindo ao tempo em si e às intempéries.
"Exposto à chuva, ao sol, aos ventos, ao pó de asfalto e às balas perdidas, o livro de rua transmite crença no sentimento poético e no infinito ressoante e ressonante da palavra, em que pese o rigor empedernido dos tijolos na missão protetora dos muros. Conectadas por impulsos da ardência criativa, as páginas da obra celebram em bases de rebocos efêmeros o espelho da boa fortuna clandestina dos artistas."
(Flávio Paiva, Jornal O POVO)
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Dela, para ela, no dia dela, um beijo nela
sábado, 30 de novembro de 2013
Administração do tempo, coisa do século XVII ou de hoje?
E você, já deu conta do seu tempo?
Ou o seu tempo já tomou conta de você?
Administrar o tempo não é coisa fácil, se no século XVII já se tinha essa preocupação, imaginem nos dias atuais, com tantos apelos, interferências e demandas.

Conta e tempo
Deus pede estrita conta do meu tempo
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta.
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta;
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta
Chorarão, como eu, o não ter tempo...
Frei Antônio das Chagas, Séc. XVII
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Livro na estante, livro viajante...

Livro na estante
Sonhava ser viajante
Coitado
Ali largado, fechado, empoeirado
Sem valor
Triste destino o seu viver
Ficou à mercê do tempo
Isento de quem o quisesse ler
Mas se algum dia
Por ali passar um sonhador
Que grande alegria
Refaz-se a harmonia
O livro e o leitor.
(JOANA TIEMANN)
sábado, 8 de dezembro de 2012
A Hóspede é o leitor
Guilherme de Almeida

Não precisa bater quando
chegares.
Toma a chave de ferro que
encontrares
sobre o pilar, ao lado da cancela,
e abre com ela
a porta baixa, antiga e
silenciosa.
Entra. Aí tens a poltrona, o livro,
a rosa,
o cântaro de barro e o pão de
trigo.
O cão amigo
pousará nos teus joelhos a
cabeça.
Deixa que a noite, vagarosa,
desça.
Cheiram a relva e sol, na arca e
nos quartos,
os linhos fartos,
e cheira a lar o azeite da candeia.
Dorme. Sonha. Desperta. Da
colmeia
nasce a manhã de mel contra a
janela.
Fecha a cancela
e vai. Há sol nos frutos dos
pomares.
Não olhes para trás quando
tomares
o caminho sonâmbulo que
desce.
Caminha - e esquece.
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