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domingo, 29 de março de 2026

Referência com excelência

O serviço de referência é frequentemente descrito como o "coração" de uma biblioteca. Ele representa o ponto de encontro entre a necessidade de informação do usuário e a vasta coleção (física ou digital) de uma instituição.

​Em termos práticos, é o setor responsável por auxiliar o usuário a localizar, recuperar e utilizar a informação de maneira eficiente.

Diferente dos processos técnicos (como catalogação ou classificação), que ocorrem nos bastidores, o serviço de referência é a face pública da biblioteca. Ele exige que o profissional atue como um mediador ou facilitador, um intérprete, um buscador, que tem que conhecer um pouco de tudo e todas as formas de expressão dos usuários para fazer suas entregas com excelência. É um trabalho intenso no dia a dia, cheio de resiliência, mas é muito compensador.


Portanto, diante disso, vimos que o valor de uma biblioteca não é medido apenas pelo que ela possui, mas pela capacidade de conectar o que possui a quem precisa. Os mestres mais clássicos como Melvil Dewey e Ranganathan sempre defenderam essa ideia.

Dewey (1851-1931)

Dewey trabalhou com o conceito de eficiência. O criador do sistema de classificação decimal, CDD defendia o lema: "O melhor conteúdo, para o maior número de pessoas, ao menor custo". O foco dele era a eficiência da conexão, algo que a sua frase reflete muito bem.

Ranganathan (1892-1972)

Já Ranganathan com suas leis foi o primeiro a formalizar que o valor de um acervo é zero se ele não for utilizado. Embora ele não tenha dito essas palavras exatas, a frase é uma paráfrase direta das suas Cinco Leis da Biblioteconomia (1931), mais especialmente a 2a., 3a. e 5a.:
  • Segunda Lei: Para cada leitor, seu livro;
  • Terceira Lei: Para cada livro, seu leitor;
  • Quinta Lei: A biblioteca é um organismo em crescimento.
Por fim, na atualidade, trazendo o pensamento de David Lankes, vimos que ele reforça a ideia de que não adianta ter grandes coleções e possibilidades de acessos se esses produtos não atingem a comunidade, não levam aprendizado. 

As três visões mostram que é dessa forma que temos um serviço de referência com excelência.

sábado, 21 de janeiro de 2023

Agora sou colunista Pearson

Ainda em 2022, mas já no fim do ano, fui presenteada com a honra de compor a coluna Inside Higher Education da Pearson.

São vários colunistas e eu agora também lá fazendo parte da equipe. Meu primeiro texto já saiu, trago aqui pra os leitores de Leitura e Contexto.


Convido todos a acessarem a coluna para apreciar os demais textos, todos primorosos.

sábado, 6 de julho de 2019

As 5 Leis de Ranganathan x DSI

Revendo as teorias biblioteconômicas ensinadas nos bancos acadêmicos, deparei-me com dois assuntos extremamente explorados durante o curso, os quais são passíveis de verificação e checagem na prática bibliotecária, são eles: “As 5 Leis de Ranganathan” e a “Disseminação Seletiva da informação (DSI)”. 

Uma vez fazendo a releitura desses dois conteúdos, coloquei um para dialogar com o outro, e cheguei à seguinte conclusão: o DSI transcorre obedecendo as 5 Leis de Ranganathan, que o norteia, para que cumpra a sua função, possibilitando, dentro da subjetividade de cada usuário, atuar com objetividade, senão vejamos. 

Antes de iniciar, conceituei o DCI, a partir do meu contexto: Serviço de divulgação informacional, mantido periodicamente por uma instituição, que atende a uma clientela previamente cadastrada e perfilada em um sistema específico, de acordo com seus interesses de pesquisa e de educação continuada. 

No primeiro momento, quando os conteúdos da DSI são divulgados, constatamos o exercício da primeira lei: 1. OS LIVROS SÃO PARA SEREM USADOS (Divulgação)

Em seguida, como já se conhece bem o leitor, a segunda lei entra em ação: 2. TODO LEITOR TEM SEU LIVRO (perfil)

Depois, quando essa divulgação tem direção certa para alguém, as duas leis seguintes ficam em evidência: 3. PARA CADA LEITOR SEU LIVRO (Acesso) e 4. POUPE O TEMPO DO LEITOR (Atendimento)

E, por fim, na continuidade do serviço, rompendo espaço, paredes e tempo, vimos ser colocada em prática a última lei 5. A BIBLIOTECA É UM ORGANISMO EM EVOLUÇÃO (Novidades), porque a cada dia ela se renova e tem mais a oferecer. 

Não sei se alguém já refletiu dessa forma antes, mas penso que daria uma boa temática para pesquisa, não daria mesmo?



Obs,: Entenda livro como as mais diferentes formas de conteúdos informacionais.