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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Curiosidades sobre os arquivos históricos



Arquivos históricos são muito mais do que apenas "depósitos de papéis velhos". Eles são a espinha dorsal da nossa memória coletiva e escondem fatos fascinantes sobre como a humanidade se desenvolveu e organizou sua própria história.

Pesquisei sobre algumas das curiosidades mais interessantes do mundo dos arquivos e cito a seguir.

Arquivos nem sempre foram públicos

Por muito tempo, arquivos serviram apenas ao poder do Estado. A ideia de acesso público é relativamente recente e ligada à democracia e ao direito à informação.

Um erro de arquivamento pode mudar a história

Documentos mal descritos ou classificados podem ficar “invisíveis” por décadas — há descobertas históricas feitas simplesmente porque alguém reorganizou um fundo documental.

O Papel não é o único suporte

A Arquivística não trata apenas com documentos em papel. Existem arquivos em suportes peculiares, que existiram ao longo do tempo. 
  • Tabletes de argila: As "planilhas" da Mesopotâmia que duram milhares de anos.
  • Placas de xisto tartéssicas (ou da Civilização de Tartessos) são artefatos arqueológicos fundamentais para o entendimento da escrita, arte e sociedade no sudoeste da Península Ibérica.
  • Papiro e pergaminho: se o papel moderno é o "queridinho" da nossa era, o papiro e o pergaminho foram as superestrelas da antiguidade. Eles não só permitiram o registro da história, como ditaram a forma como lemos e escrevemos até hoje.
  • Microfilme: Uma tecnologia antiga, mas ainda uma das mais confiáveis, pois podem durar até 500 anos se conservados corretamente.
  • DNA: Pesquisadores já estão testando o armazenamento de dados digitais em cadeias de DNA, que podem guardar quantidades massivas de informação por milênios.
Cheiros e cores contam história

O amarelado do papel, manchas e até o cheiro característico vêm da oxidação da celulose e dos tipos de tinta usados em diferentes épocas.

Inimigos silenciosos

Há outros inimigos do arquivo além do fogo.
  • Lignina: Uma substância natural do papel de madeira que o torna ácido e amarelado com o tempo.
  • Umidade: Que atrai fungos e o temido "bicho-do-livro".
  • Luz UV: Que desbota a tinta e enfraquece as fibras do papel de forma irreversível.

Arquivo Apostólico do Vaticano (antigamente chamado de "Arquivo Secreto") possui cerca de 85 quilômetros de estantes lineares. Apesar do nome "secreto", o termo vem do latim secretum, que significa "particular" ou "privado". Hoje, pesquisadores qualificados podem acessar a maioria dos documentos, que incluem registros da Inquisição, excomunhão de Martinho Lutero, cartas de Maria Antonieta, dentre outros.

O Arquivo do Fim do Mundo

Localizado na Noruega, o Svalbard Global Seed Vault é tecnicamente um arquivo de sementes. Ele armazena duplicatas de sementes de todo o planeta em uma montanha gelada para garantir a segurança alimentar da humanidade em caso de catástrofes globais.

Arquivo histórico é vivo?

A resposta é: depende da perspectiva, mas tecnicamente, não. Para a teoria arquivística clássica, o termo "arquivo vivo" é o oposto do "arquivo histórico". Vamos entender essa distinção para que não seja confundida.

Podem se ser considerados vivos somemte de forma metafórica, em sentido figurativo, pois diz-se que um arquivo histórico é "vivo" quando ele é frequentemente consultado por pesquisadores, quando gera novas interpretações sobre o passado ou quando é dinâmico em sua extroversão (exposições, mídias digitais)

No sentido técnico, chamar um arquivo histórico de "vivo" pode ser considerado um erro conceitual, pois o "arquivo vivo" (corrente) é aquele que ainda pode sofrer alterações administrativas, enquanto o histórico é custodiado para garantir sua imutabilidade.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

A Pandemia e o legado arquivístico

Já imaginaram o volume de documentos e informações que a pandemia gerou e vem gerando até hoje? São milhares de documentos físicos e digitais, com valores administrativos, fiscais, legais, técnicos, históricos e sobretudo, científicos. Sabemos que as pesquisas não se encerrarão, ainda falta muito a ser descoberto, até porque surgem novas variantes e situações diferentes do vírus a cada tempo, a busca pela verdade continua, é incessante. 

Cientistas, médicos, instituições de pesquisa e saúde, farmacêuticas,  laboratórios estão mobilizados para essa busca e o resultado aparece nos registros documentais, os quais farão parte do arquivo permanente de cada uma dessas entidades produtoras. É como sempre acontece, cada contribuição vai dando margem para novas descobertas, tanto a partir de confirmações como de refutações. Dessa forma o conhecimento avança e ficamos cada vez mais próximos de um resultado seguro e positivo.

Muitos dados isolados ainda serão trabalhados para que sejam transformados em informação e conhecimento. Se há ainda controvérsias a respeito é exatamente porque a coisa ainda está em curso, ainda é novidade, e por isso está sujeita a alterações de posicionamentos, mas tudo em prol de confirmações e verdades. E é nesse ponto que observamos o método científico, contando com o empirismo de Bacon, o racionalismo de Descartes e o falseamento de Popper.

E como os documentos arquivísticos são o resultado das atividades das pessoas e instituicões de forma cumulativa, teremos todo esse legado carregado dos valores citados acima, para contar a história e avançar na Ciência.

Não é a primeira pandemia do planeta, outras cinco grandes pandemias assolaram a humanidade, peste bubônica, cóleragripe espanholagripe suína, varíola, que causaram muitas mortes. 

Que este segundo ano pandêmico seja o início do fim, para que possamos viver e contemplar a vida com saúde. 

Saúde e paz para todos!

sábado, 6 de junho de 2020

Arquivo histórico de povo heroico

O que uma imagem de um momento do passado pode trazer à memória? Muitas recordações, saudades, sentimentos de toda sorte, até aqueles sinestésicos. 

E quando se unem passado e presente em duas imagens, com momentos de ontem e de hoje, mas que retratam as mesmas pessoas, dispostas no mesmo local e na mesma ordem?

E quando esse momento é ímpar, histórico, carregado de heroísmo e de vitória, de dever cumprido com a nação e com o mundo?

Sem palavras, mas é bom ressaltar o efeito dessa comparação, permissível graças à contextualizada e  à proveniência, fatores fundamentais para a gestão arquivista de qualquer documento, até os imagéticos.

Os heróis das fotos são combatentes da Segunda Guerra Mundial, paraquedistas, que foram designados a saltarem na Normandia, no conhecido Dia D (06 de junho de 1944), a fim de confundir e dispersar as forças nazistas.

No mesmo avião, esses heróis anônimos posam para uma foto de confraternização 70 anos depois. Os homens que estão a direita são os mesmos que estão à esquerda, fizeram história e mereceram heroica e honrosamente a condecoração no fim da guerra.

Fonte: Reddit