O seu papel de rascunho eram pedaços descartados de cerâmica quebrada que eles riscavam com um objeto pontiagudo; também escreviam sobre ele usando pena e tinta. A palavra grega para esses blocos era ostraka, o ostracismo – prática inventada pelos atenienses pela qual os cidadãos votavam entre si na pessoa de quem queriam se livrar e, em seguida, a enviavam para o exílio –, que era assim chamado porque os eleitores riscavam o nome de seu candidato na ostraka.
Espaço para registrar ações, fatos, escolhas e decisões do cotidiano, que, para serem compreendidas, dependem da leitura que se faz e do contexto em que se vive, na Biblioteconomia, na Arquivologia, na natureza, na família e no dia a dia.
sábado, 29 de agosto de 2026
A Curiosa história por trás da palavra ostracismo
domingo, 16 de agosto de 2026
Sobre livros e leituras
domingo, 9 de agosto de 2026
Leitura por opção, sem obrigação
"Dar a ler não é impor uma leitura, é abrir um espaço de liberdade, oferecer a oportunidade de uma escolha."
"A biblioteca escolar deve ser um centro de recursos para a aprendizagem e um espaço de mediação cultural, onde se cruzem o livro impresso e as novas tecnologias."
domingo, 12 de julho de 2026
São Bento, a leitura e a biblioteca
domingo, 21 de junho de 2026
Barak Obama desmistificando a biblioteca
- a personalidade pública é humanizada, mostrando às crianças que pessoas que ocuparam cargos de grande relevância também podem participar de ações simples e educativas;
- aproxima a comunidade dos seus representantes e líderes, reduzindo a ideia de distância ou inacessibilidade associada a cargos de poder;
- desmistifica a leitura e a biblioteca como espaços exclusivos de especialistas, reforçando que a promoção da leitura é uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade;
- valoriza a biblioteca como espaço democrático, capaz de receber pessoas de diferentes trajetórias, profissões e posições sociais;
- inspira crianças e jovens, ao demonstrar que a leitura é uma atividade importante e apreciada por indivíduos de diversas áreas, inclusive aqueles que exerceram funções de liderança nacional.
domingo, 14 de junho de 2026
Leitura, sempre leitura!
Leitura, sempre leitura! porque "O livro é uma extensão da memória e da imaginação" (Jorge Luis Borges).
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Estantes bangunçadas, usuários satisfeitos!
Acesso livre às estantes é um problema nas bibliotecas? Jamais!
O acesso livre às estantes é a oportunidade que os usuários têm do contato direto com as obras para que possam fazer suas escolhas mais acertadas. É a autonomia que eles precisam para resolver suas demandas informacionais. É a liberdade que necessária para que a biblioteca atraia novos leitores.
O que acontece geralmente é quase um ritual. Ele pega um livro, dá uma lida lá na estante mesmo, se interessa, acha por bem sentar para ler mais profundamente. Daí conclui que não era bem isso que queria, retorna às estantes, coloca em qualquer lugar e assim, as obras vão andando, se deslocando, porque já vem outro em seguida e tem o mesmo comportamento.
É nessa hora que as ciências se encontram e se abraçam de qualquer jeito, mesmo uma não tendo nada a ver com a outra. O Dewey quase infarta! Livro de sociologia indo parar nas finanças, livro de tecnologia na literatura, livro de marketing na psicologia aplicada e assim por diante...
Mas, estantes bagunçadas é sinal de usuários satisfeitos. O problema ocorre quando precisamos localizar uma publicação que ganhou pernas e foi parar, sabe-se lá onde.
Mesmo com a orientação para não colocarem de volta às estantes os livros manuseados/retirados, eles ainda o fazem. E é por isso que mantemos a rotina de revisar a organização dos livros nas estantes conforme a Classificação Decimal Dewey (CDD). O bibliotecário norte-americano de quem falei acima é o idealizador desse sistema que põe ordem ao caos nas bibliotecas.
E agora as estantes estão prontas para serem novamente mexidas, porque o que vale é o movimento, é o folhear, é a curiosidade, mesmo que não seja dessa vez a conquista. De uma forma ou de outra o leitor volta e aí nessa hora é fisgado pelo que realmente lhe interessa.
Mas, por prudência, ficaremos sempre de olho 👁 para não deixar o caos retornar.
Este texto foi incentivado pela postagem no LinkedIn de Daniel Strauch e pela tarefa executada por Alexsander Lima, na Biblioteca da Faculdade CDL.
domingo, 3 de maio de 2026
Livro e leitura livres
sábado, 10 de janeiro de 2026
Organizado, o arquivista, voltou!
sábado, 3 de janeiro de 2026
Haja bibliotecas!
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Leitura: vantagem competitiva
- Foco e profundidade (Deep Work): em uma era de vídeos curtos e atenção fragmentada, a leitura treina seu cérebro para manter a concentração por longos períodos. Essa é uma habilidade rara e extremamente valorizada no mercado de trabalho atual.
- Expansão do repertório: leitores conectam pontos que outros não veem. Ao ler, você "empresta" a mente de grandes pensadores, economistas e visionários, adquirindo décadas de experiência em poucas horas de leitura.
- Redução do estresse e saúde mental: a ciência comprova que apenas seis minutos de leitura podem reduzir os níveis de estresse em até 68%, preparando sua mente para tomar decisões melhores e mais calmas.
- Domínio da linguagem: quem lê bem, comunica-se melhor. A clareza na escrita e a fluência na oratória são subprodutos diretos do hábito de ler, conferindo autoridade instantânea em qualquer ambiente.
- A regra das 10 páginas: comprometa-se a ler apenas 10 páginas por dia. É um objetivo pequeno demais para falhar.
- Substitua o "Scroll" pelo livro: troque os 15 minutos de redes sociais antes de dormir ou ao acordar por um capítulo.
- Diversifique os formatos: se o dia for corrido, utilize audiobooks. O importante é o consumo do conteúdo e a expansão do conhecimento.
domingo, 28 de setembro de 2025
Simplificando a inteligência artificial
Cursando MBA de IA / RPA pela Escola GDI / Anhaguera e atentando para as indicações bibliográficas da Profa. Bárbara Coelho, adquiri essa publicação, que além de trazer os conceitos de forma bem didática e ilustrativa, aponta aplicações da inteligência artificial, tudo isso em uma encadernação impecável.
"Assim como a computação, a IA se tornou uma tecnologia de aplicação geral con utilidade em campos variados, desde as belas-artes ao design de armamentos de alta tecnologia. É mais eficiente quando usada como ferramenta para ajudar (em vez de substituir) os especialistas humanos e quando precisa lidar com quantidades enormes de dados, como ocorre com a Internet das Coisas (IdC)." p. 91.
"Quando uma IA estiver além da influência humana, seu comportamento será imprevisível." p. 149.
SIMPLES: inteligência artificial. Consultoria: Hilary Lambert e Joel Levy. Colaboração: Claire Quigley. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2023.
quarta-feira, 24 de setembro de 2025
Estantes cheias e mentes vazias
Realmente é uma tristeza, estantes cheias e mentes vazias. O livro perde sua essência, de ser uma janela para outros mundos, um companheiro silencioso ou um mestre paciente. Ele se torna um mero objeto inanimado, um item de design, enquanto as histórias, os saberes e as ideias que ele guarda permanecem intocados, esquecidos dentro de uma bela capa. É uma tendência que, no fundo, esvazia o propósito fundamental do livro e celebra a aparência em detrimento da substância.
sábado, 13 de setembro de 2025
A Riqueza das ruas
"As ruas são como arquivos, verdadeiras bibliotecas da história que pesquiso, escrevi e pela qual sou apaixonado. [...]"
Essa frase me chamou a atenção e foi a razão para eu adquirir o livro. É que trabalho com arquivo e biblioteca e essa visão do autor, fazendo essa analogia, caiu como uma luva para valorizar essas duas instituições.
Passei a conhecer o autor a partir de então, e sendo ele historiador, com certeza é pesquisador assíduo em arquivos e bibliotecas, aí vai minha admiração.
Em O Corpo encantado das ruas, de Luiz Antonio Simas, Editora Civilização Brasileira, vemos diversos sujeitos vivendo, atuando, preenchendo, colorindo e até modificando esses espaços.
É o retrato das ruas do Rio de Janeiro na sua efervescência, cheias de vida, porque os atores ali estão e o convite para usarmos mais as ruas, não só como passagem, mas para ocuparmos esses espaços cheios de costumes e cultura, protegidos pelos entidades que já existiram, os ancestrais.
E, como o próprio autor coloca na frase que destaco acima, as ruas podem ser, na verdade são, verdadeiros arquivos, bibliotecas vivas, pois cada personagem é elemento que as compõem são itens informacionais. Daí eu acrescento à fala do autor que também são como museus, museus a céu aberto. Isto porque nas ruas estão também peças imóveis, pessoas que habitam sempre os mesmos pontoos e ficam vendo o movimento, vendo o tempo passar, mas sempre muito bem contextualizadas no cenário.
Comprei, chegou e já comecei a ler.
segunda-feira, 8 de setembro de 2025
As bibliotecas e a alfabetização
O que as bibliotecas podem fazer pela alfabetização de crianças e adultos? Eu respondo, muito. Mas, como? Eu respondo a seguir.
- contato com o livro e a leitura: a biblioteca oferece um vasto acervo de livros infantis, com diferentes gêneros e formatos. Esse contato precoce com a narrativa e a ilustração estimula a curiosidade e o desejo de ler, facilitando a alfabetização.
- atividades diferenciadas: a biblioteca pode ser um espaco para atividades mais recreativas como a hora do conto, brincar com jogos educativos, dramatização, desenho e colagem, por exemplo, propiciam o ato de ler e escrever, pois desmistificar como algo prazeroso, não uma obrigação.
- apoio a atividades pedagógicas: a biblioteca pode atuar em parceria com as escolas, oferecendo espaço para atividades de leitura e escrita. Oficinas de criação de histórias, jogos de palavras e rodas de conversa sobre os livros ajudam a fortalecer o vocabulário e a compreensão textual.
- espaço de pesquisa e conhecimento: ao se familiarizar com a biblioteca, a criança aprende a buscar informações, a escolher livros de seu interesse e a desenvolver a autonomia. Isso fortalece as habilidades necessárias para o estudo e a pesquisa, essenciais para o aprendizado contínuo.
- ambiente de acolhimento e apoio: a biblioteca é um espaço neutro e seguro, onde o adulto pode estudar sem julgamento. Ter acesso a materiais de alfabetização, como cartilhas e livros de fácil leitura, de forma gratuita e discreta, é crucial.
- programas e oficinas específicas: a biblioteca pode oferecer aulas de alfabetização em parceria com outras instituições, ou até mesmo contar com voluntários. Oficinas de escrita criativa, clubes de leitura e rodas de conversa com temas de interesse do público adulto incentivam a prática da leitura e da escrita de forma significativa.
- acesso a outros recursos: além dos livros, a biblioteca pode disponibilizar acesso a computadores e à internet, permitindo que o adulto explore o mundo digital e continue seu processo de aprendizado. Aprender a ler e escrever não é apenas um fim em si mesmo, mas um meio para acessar outras oportunidades, como cursos online e informação.
A biblioteca, nesse contexto, se torna um agente de transformação social. Ela não só ensina a ler e a escrever, mas também promove a inclusão, a cidadania e o senso de pertencimento, mostrando que a educação é um direito para todos, em todas as idades e tudo começa com a alfabetização.



























