Uma biblioteca precisa de orçamento, embora não seja uma empresa voltada ao lucro financeiro, ela é um organismo vivo em constante expansão e manutenção. O investimento financeiro garante a infraestrutura, a tecnologia e a renovação contínua do acervo.
Como ela não dá lucro na essência e na literalidade da palavra, o verdadeiro diferencial, no entanto, está no Retorno sobre o Investimento (ROI), que nas bibliotecas se traduz em Retorno Social e Intelectual.
Vemos a transformação do capital financeiro em capital humano, quando cada real investido na aquisição de livros, assinaturas de bases de dados e capacitação de equipe retorna para a sociedade ou comunidade acadêmica na forma de inovação, retenção escolar, pensamento crítico e produção de novos conhecimentos.
Também é notável que o orçamento financia a equidade com a democratização do acesso à informação, permitindo que pesquisadores, estudantes e a comunidade tenham acesso a recursos informacionais de alto valor que seriam inacessíveis individualmente.
Podemos também falar em preservação e memória, a partir do custeamento da conservação física e digital do acervo, proporcionando que o conhecimento acumulado não se perca, servindo de base para futuras gerações de pesquisadores.
E se uma biblioteca tem uma infraestrutura tecnológica e física adequada, ela pode ter um espaço dedicado à mediação e convivência, com atividades de mediação cultural, letramento informacional e incentivo à leitura.
Estudos internacionais de valoração de bibliotecas mostram que cada unidade monetária investida em uma biblioteca gera um retorno indireto de 3 a 5 vezes o seu valor em benefícios socioeconômicos para a sua comunidade.
Você já tinha pensado nisso antes? Biblioteca não é custo é investimento! O Brasil precisa cumprir a Lei nº 12.244 de 2010, que dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do país, que foi, posteriormente, atualizada pela Lei nº 14.837 de 2024.

Nenhum comentário:
Postar um comentário