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sábado, 3 de janeiro de 2026

Haja bibliotecas!


Iniciando o ano com a leitura de "Bibliotecas no Mundo Antigo", de Lionel Casson, da Editora Vestígio.


Foi presente de Natal da minha filha e já iniciei a leitura. Além das bibliotecas citadas, há todo um contexto histórico em volta da existência e uso de cada uma delas.


O autor, que foi um renomado especialista em história clássica, traça uma linha do tempo que vai desde as tabuletas de argila da Mesopotâmia até a transição para as bibliotecas monásticas da Idade Média.

Digo "haja bibliotecas!" porque para o contexto do mundo antigo, com a dificuldade para reprodução dos livros, quando era usado o trabalho dos copistas, as que existiam, já eram em número considerável.

Não há um número exato de bibliotecas no mundo antigo, mas existiram dezenas, talvez centenas, desde as primeiras em tábuas de argila na Mesopotâmia, passando por centros icônicos como Alexandria e Pérgamo, até as muitas bibliotecas públicas e imperiais em Roma, com cerca de 13 na época de Augusto, consolidando-se como centros de cultura e poder em diversas civilizações antigas.

Seguem alguns dos principais exemplos e contextos, segundo o autor:

As origens no Oriente Próximo

​O livro começa demonstrando que as primeiras "bibliotecas" não eram centros de lazer, mas arquivos administrativos e reais. As primeiras bibliotecas surgiram na Mesopotâmia (2º milênio a.C.), com coleções de tábuas de argila, como a lendária biblioteca de Assurbanipal em Nínive.​

Tabuletas de argila: na Suméria, Babilônia, os "livros" eram feitos de argila.

Biblioteca de Assurbanípal: Casson destaca a biblioteca do rei assírio em Nínive como o primeiro exemplo de uma coleção organizada sistematicamente, contendo textos literários, religiosos e científicos, além de documentos governamentais.

​A Revolução Grega e o papiro

​Com a introdução do papiro (vinda do Egito) e o florescimento da cultura grega, a leitura deixou de ser apenas uma ferramenta estatal para se tornar parte da educação (paideia) e do lazer. Surgem bibliotecas privadas e Aristóteles é citado como um dos primeiros grandes colecionadores de livros, cuja biblioteca serviu de modelo para o que viria a ser o padrão helenístico.


​Um capítulo central é dedicado a Alexandria. Casson explica como os Ptolomeus buscaram "coletar todos os livros do mundo".Grécia e Helenismo: cidades como Alexandria e Pérgamo abrigavam grandes bibliotecas, famosas por seus vastos acervos de papiros e pergaminhos e por atraírem estudiosos.

Sobre a organização, ele detalha o trabalho dos bibliotecários (como Calímaco), que criaram os primeiros catálogos (Pinakes), estabelecendo métodos de classificação que influenciaram bibliotecas por séculos.

Sobre a concepção de biblioteca da época, esta não era apenas um depósito, mas parte de um centro de pesquisa (o Museion).

Roma: bibliotecas públicas e status

​Os romanos inicialmente adquiriram bibliotecas como espólios de guerra das cidades gregas. A Roma Antiga desenvolveu bibliotecas importantes, como as de Augusto e Trajano, com milhares de rolos e espaços dedicados à leitura, refletindo o apreço pela cultura grega e latina.​

Bibliotecas públicas: Júlio César planejou e Augusto executou a criação de bibliotecas abertas ao público. Em Roma, era comum as bibliotecas terem duas seções: uma para textos em grego e outra para textos em latim.

Arquitetura: Casson descreve como eram os prédios: nichos nas paredes para guardar os rolos (volumina) e espaços para leitura com luz natural.

Havia bibliotecas em outras Localizações como em villas (Vila dos Papiros em Herculano), templos, e até mesmo coleções particulares, mostrando a disseminação do hábito de guardar livros.​

Mudanças tecnológicas: do rolo ao códice

​O autor explica a transição crucial do rolo de papiro para o códice (o formato de livro com páginas encadernadas que usamos hoje). O códice era mais prático para consulta e permitia escrever nos dois lados, além de ser mais durável por usar pergaminho (pele de animal).


​O livro termina mostrando como a ascensão do Cristianismo mudou o foco das bibliotecas. Com o declínio do Império Romano, as grandes bibliotecas públicas desapareceram, e o conhecimento passou a ser preservado quase exclusivamente em mosteiros, onde o foco era o estudo de textos sagrados, mas onde os monges copistas também acabaram salvando muitos textos clássicos da antiguidade.

Embora seja impossível quantificar todas, o mundo antigo foi rico em bibliotecas, que variavam de grandes instituições estatais a coleções privadas, essenciais para a preservação do conhecimento.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Fim de ano em bibliotecas

Chegando o fim de ano, a biblioteca intensifica seu papel estratégico na preservação, organização e difusão do conhecimento, atuando de forma sistemática para assegurar que os acervos físicos e digitais permaneçam acessíveis, atualizados e relevantes para os anos vindouros. Nesse contexto, as atividades de fim de ano do bibliotecário assumem caráter técnico, gerencial e prospectivo, fundamentais para a sustentabilidade informacional da instituição.


Uma das principais ações desse período é a avaliação e revisão do acervo, que envolve a análise criteriosa das coleções à luz da política de desenvolvimento de coleções. São identificadas obras desatualizadas, duplicadas ou em mau estado físico, bem como lacunas temáticas que demandarão aquisições futuras. Esse processo contribui para manter um acervo coerente, equilibrado e alinhado às necessidades informacionais dos usuários.

Paralelamente, o bibliotecário promove a organização e a atualização dos registros bibliográficos, revisando a catalogação, a classificação e a indexação das obras. A conferência de dados no sistema, a padronização de pontos de acesso e a correção de inconsistências garantem maior precisão na recuperação da informação e fortalecem a confiabilidade das respostas às demandas da biblioteca.

No âmbito da preservação do acervo, as atividades de fim de ano incluem a inspeção das condições físicas das coleções, a adoção de medidas de conservação preventiva e o planejamento de ações de restauração, quando necessário. Para os recursos digitais, o bibliotecário verifica a integridade dos arquivos, a validade de licenças, o acesso contínuo a bases de dados e a adequação dos formatos, prevenindo perdas informacionais decorrentes de falhas técnicas ou obsolescência tecnológica.

Outro aspecto relevante é a análise do uso da biblioteca, por meio da consolidação de dados estatísticos sobre empréstimos, acessos a bases eletrônicas, frequência de usuários e serviços prestados. Essas informações subsidiam relatórios gerenciais, justificam investimentos e orientam a tomada de decisões para o aprimoramento dos serviços no exercício seguinte.

Finalmente, o encerramento do ano é marcado pelo planejamento estratégico das atividades futuras, contemplando ações de mediação da informação, programas de incentivo à leitura, capacitações de usuários, atualização tecnológica e fortalecimento da biblioteca como espaço de aprendizagem, pesquisa e memória institucional.

Dessa forma, as atividades de fim de ano na biblioteca não se limitam a rotinas administrativas, mas representam um compromisso técnico e social com a preservação do conhecimento, assegurando que a informação organizada hoje permaneça disponível, confiável e significativa para as gerações futuras.

sábado, 29 de novembro de 2025

Aplicação da IA em bibliotecas

A Inteligência Artificial (IA) está transformando as bibliotecas, otimizando tanto a gestão interna quanto a experiência dos usuários. Longe de substituir o bibliotecário, a IA atua como uma ferramenta poderosa para automatizar tarefas repetitivas e aprimorar o acesso ao conhecimento.

Aplicações da IA

Analisando as atividades comuns de uma biblioteca, vemos que a IA pode ser aplicada em diversas frentes para modernizar e aprimorar os serviços bibliotecários:
  • recomendação e busca personalizada: algoritmos de machine learning analisam o histórico de empréstimos, temas de pesquisa e padrões de navegação dos usuários. Com base nesses dados, sistemas de recomendação inteligentes sugerem títulos, artigos ou recursos que são altamente relevantes para os interesses e lacunas de aprendizado de cada pessoa;
  • automação de tarefas repetitivas: a IA pode automatizar processos administrativos que consomem tempo dos funcionários, liberando-os para se concentrarem em trabalhos mais estratégicos e de contato humano. Exemplos incluem a catalogação e indexação automática de acervos com base em conteúdo e tema, bem como classificar, automaticamente, usando padrões como CDU, CDD ou vocabulários controlados, além da gestão de lembretes de devolução e renovação de empréstimos;
  • atendimento ao usuário: chatbots equipados com Processamento de Linguagem Natural (PLN) podem responder a perguntas frequentes (horários, localização, regras). Esses assistentes podem auxiliar na navegação do acervo e na recuperação de informações, agilizando o primeiro contato e o suporte básico, inclusive oferecendo acessibilidade aprimorada, como leitura automática de textos para pessoas com deficiência;
  • sistemas inteligentes de empréstimo: com recurso de reconhecimento facial ou RFID integrado;
  • curadoria automatizada e personalizada: criando guias de leitura automáticos, sugerindo listas temáticas e acompanhando interesses do usuário ao longo do tempo.

Benefícios da Implementação da IA

Depois de analisar as aplicações da IA, podemos perceber que a integração fortalece o papel da biblioteca na era digital, proporcionando muitos benefícios aos usuários e ao bibliotecário:
  • eficiência operacional com a redução do tempo gasto em tarefas repetitivas, com velocidade e precisão, tornando o trabalho dos bibliotecários mais focado e significativo; 
  • experiência personalizada oferecendo serviços mais relevantes e sob medida para cada usuário, melhorando a satisfação e o engajamento; 
  • acesso ampliado e equitativo, ajudando a tornar os recursos mais pesquisáveis e acessíveis, independentemente de o usuário saber a palavra-chave exata; 
  • capacitação usando a IA para oferecer recursos de treinamento em tecnologia e habilidades digitais à sua comunidade, posicionando-se como centros de educação tecnológica.
Como verificamos, a IA é uma grande oportunidade para as bibliotecas se adaptarem e firmarem ainda mais seu papel na inclusão social, consolidando-se como centros de conhecimento dinâmicos, atuantes e em constante evolução, acompanhando o contexto e a realidade atual. 

Para entendermos melhor essa dinâmica da implantação da IA, é importante conhecer o tal aprendizado de máquina (Machine Learning - ML), lendo a respeito para trazer a compreensão necessária. Um bom começo é explorar o fluxo representado na ilustração abaixo, gerado por IA, com minha tradução das etapas.

Imagem gerada pelo Gemini 

domingo, 2 de novembro de 2025

Inovação em bibliotecas: adaptação contínua




A inovação em bibliotecas é um processo contínuo e intrinsecamente ligado ao contexto social, tecnológico e cultural de cada época, portanto, de adaptação. As transformações não visam apenas modernizar, mas garantir que a biblioteca cumpra seu papel essencial de promover o acesso ao conhecimento e à informação, adaptando-se às necessidades de seus usuários.

A biblioteca, como instituição milenar, sempre inovou para permanecer relevante e se manter na rotina das pessoas. Como sabemos, a inovação não é um evento isolado, mas uma cultura de adaptação e melhoria, manifestada em diferentes níveis (serviços, processos, espaços e tecnologia) e pode ser radical ou incrementais. A inovação nas bibliotecas surge como resposta a essas demandas, seja para lidar com um volume crescente de informação, novas mídias ou mudanças no comportamento do usuário. Portanto, vamos assistir ao longo dos tempos essas manifestações nas bibliotecas, que vai se adaptando a cada período histórico, na medida em que novos desafios e novos instrumentos são necessários. 

Na Idade Antiga e Média o foco da inovação era a preservação e o acesso físico limitado ao acervo (apenas a elite usufruia). A substituição de tábuas de argila por papiros e, depois, por códices (livros com páginas) melhorou a portabilidade e a durabilidade do conhecimento. Uma grande inovação para a época. Com o desenvolvimento de sistemas de organização e catalogação, mesmo ainda incipientes, foi possível gerenciar o acervo, conforme aconteceu a partir das listas da Biblioteca de Alexandria, inovação crucial para a recuperação da informação naquele período.

Com o advento da imprensa de Gutenberg e logo depois dela (Séculos XV - XIX),  o volume de livros explodiu, e a demanda por acesso se ampliou. O desafio agora era lidar com grandes volumes e compreender o conceito de acesso público. Daí surgiu a necessidade do desenvolvimento de sistemas de classificação mais robustos (como o sistema de Dewey ou a Classificação da Biblioteca do Congresso), para organizar milhões de itens de forma padronizada. Foi uma inovação social e de serviço fundamental, democratizando e disponibilizando o acesso do serviço de empréstimo ao público.

Mais adiante, na Era da Informática (Segunda Metade do Século XX) chega o computador e as tecnologias de processamento de dados para transformar os processos internos das bibliotecas com a automação. Com a necessidade de agilidade na catalogação, circulação e recuperação de informações em grandes acervos. Eessa automação veio facilitar a rotina dos processos bibliotecários, criando catálogos online e usando sistemas integrados de gerenciamento de bibliotecas, para substituir os antigos fichários e processos manuais.

E com a Era Digital (Século XXI), a Biblioteca passou a ser híbrida e se caracteriza como centro comunitário. A internet e a tecnologia móvel forçaram a biblioteca a expandir-se para o ambiente virtual e a repensar seu espaço físico. A Inovação, então, passou a ser o acesso ubíquo (em qualquer lugar e a qualquer hora), criar espaços colaborativos e competir com a informação livre (e muitas vezes não verificada) da web.

Acervos digitais e híbridos, tais como e-books, bases de dados e a digitalização de acervos raros, permite agora acesso simultâneo e remoto. E com a tecnologia de RFID (identificação por radiofrequência) para autoatendimento no empréstimo e devolução, liberando o bibliotecário para atividades mais consultivas.

Surgiram os espaços criativos, os makerspaces, que transformam o espaço físico em centros comunitários e laboratórios de criação (com impressoras 3D, equipamentos de mídia, etc.), estimulando a aprendizagem ativa e a colaboração. Também o oferecimento de referências e capacitações virtuais, além de aulas, contações de histórias online, lives, entrevistas, podcasts, etc.

A inovação, portanto, não é sobre seguir cegamente a tecnologia, mas sobre responder inteligentemente às necessidades da comunidade, utilizando os recursos disponíveis em seu tempo, mantendo o foco no acesso, na equidade e na promoção do conhecimento.

sábado, 7 de junho de 2025

Mimos da Biblioteca de Hesburgh

Recebi da colega e amiga, Ana Marques, Professora da Faculdade CDL, muitos mimos da Biblioteca da Universidade de Notre Dame, uma instutuicao católica, fundada em 1842, em Notre Dame, no Estado de Indiana, nos Estados Unidos. Ana Marques, em visita a seu filho que faz doutorado na ND, coletou cada um deles e, de forma muito delicada e atenciosa, na entrega, me contou detalhes que me fizeram viajar em pensamentos.

Uma biblioteca com tantos serviços diferenciados, que pensa em atender plenamente a sua comunidade e é democraticamente acessível, realmente existe, a Biblioteca de Hesburgh. Ela é o Edifício principal do sistema de bibliotecas da ND. Uma estrutura gigantesca para abrigar todos que buscam conhecimento.

Há espaços de estudo de toda sorte em todos os andares, mesas individuais e salões de leitura, estações de trabalho com notebooks e máquinas copiadoras, tudo isso à disposição dos leitores.

Saber que há um bibliotecário especializado para cada um dos assuntos que a Biblioteca oferece é um diferencial, é algo extremamente focado nos interesses individuais e coletivos. Isso ocorre porque a Biblioteconomia é pós-graduação nos demais países, é vista e tratada como um caminho mais profissionalizante, preparando os alunos para trabalhos de pesquisa e para cargos mais especializados em bibliotecas e instituições de informação.

Fiquei curiosa, não conhecia a Biblioteca e apesar de muitas informações que recebi dela nessa entrega falada, ricamente ilustrada e cheia de vivências, fui atrás para conhecer mais a respeito.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Profissão que educa

 

A mãe de Leão XIV, Mildred Agnes Martinez, tinha a educação como um pilar fundamental. Ela se formou em Biblioteconomia aos 34 anos, na Universidade DePaul (1947) e seguiu os estudos dois anos depois com um mestrado focado na área educacional, um caminho acadêmico incomum para mulheres naquela época

Ela atuou em bibliotecas escolares importantes da cidade, como Von Steuben e Mendel Catholic High School.

Mas, o legado que encanta foi seu trabalho junto à Biblioteca da Sta. Mary, que fundou juntamente com seu marido em um porão de um antigo prédio escolar, utilizando estantes improvisadas e livros doados.

Uma bibliotecária de fé preocupada com a educação, sua iniciativa promoveu a leitura e o conhecimento junto à comunidade onde atuava.

Seu filho Prevost, hoje Papa Leão XIV, seguiu os passos da mãe e também se dedicou aos livros. Ainda nos Estados Unidos, o religioso se formou em Matemática na Universidade Villanova, na Pensilvânia, e estudou Filosofia.

Foi bom conhecer a história de uma família tão sublime. É a conformação de que a biblioteca e o bibliotecário além de serem socialmente responsáveis, interagem profundamente com a educação das pessoas.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Dia do silêncio: PSIU!

Silêncio: ausência total ou relativa de sons audíveis. Para quem teve a graça de nascer com o sentido da audição, será possível ter o silêncio total? Impossível, sempre haverá um ruído, um chiado, um rangido, qualquer que seja o som, sons externos de toda sorte, sons internos, aqueles da nossa respiração ou das batidas do nosso coração.

Hoje é o Dia Mundial do Silêncio. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar as pessoas sobre os danos causados pela poluição sonora.

Existe até normativo (NBR 10.151/2000 da ABNT) que regulamenta a perturbação do sossego, incluindo a poluição sonora, com limites de decibéis diferentes, variando conforme horário, tipo de área (residenciais, comerciais, industriais) e fonte do ruído.

Ele que já foi tão exigido nas bibliotecas, chegando a ser o elemento principal do estereótipo bibliotecário, com ilustrações tão características, que marcaram por décadas e décadas a nossa figura, foi se perdendo pelos anos. Talvez pela evolução e dinâmica da biblioteca, pela explosão de informações, pela nova forma de comunicação entre as pessoas, pelo novo fazer bibliotecário.

Se por um lado precisamos ouvir mais, para compreender e atender melhor, por outro lado, o usuário precisa falar mais, para manifestar suas ideias, para apurar o senso crítico, para ser melhor compreendido.

E para onde foi o silêncio, o psiu?


Hoje, nas bibliotecas, já se convive com a sua ausência, é óbvio que dentro dos limites permissíveis e de acordo com os ambientes x atividades, considerando-se o bom senso estabelecido. Uma discussão entre grupos de estudo é mais do que sadia, um comentário entre uma leitura e outra, uma indagação para solucionar uma dúvida, uma troca de ideias. Tudo é permissível.

Mas ele ainda é elemento necessário para a concentração, para o estudo, para a leitura. Há aqueles que só conseguem executar essas atividades no silêncio. E há também momentos em que precisamos estar com o nosso silêncio, para ouvirmos os nossos pensamentos, para sentir a vida, para compreender situações e, quem sabe, ter novas ideias.

A nossa proposta de hoje é a seguinte: fazer barulho por um instante de silêncio, reivindique esse momento, um momento só seu, de paz interior, em homenagem ao Dia do Silêncio.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Papa Francisco e o seu discurso sobre bibliotecas e bibliotecários

Em discurso de 2024 aos participantes no Congresso promovido pela Biblioteca Apostólica Vaticana, Papa Francisco enaltece com muita sabedoria e propriedade as bibliotecas e os bibliotecários.


"Com efeito, elas são chamadas a transmitir o legado do passado, segundo modalidades significativas para as novas gerações, que vivem mergulhadas numa cultura líquida e, portanto, precisam de ambientes sólidos, formativos, hospitaleiros e inclusivos para poder elaborar novas sínteses, capazes de valorizar o presente e olhar para o futuro com esperança. A vossa missão é realmente entusiasmante!"

"[...] vós bibliotecários tendes um papel importante a desempenhar, não apenas na defesa do legado histórico, mas também na promoção do saber".
L'Osservatore Romano, Edição semanal em português, Ano LV, número 47, quinta-feira 21 de novembro de 2024, p. 9.

segunda-feira, 7 de abril de 2025

XV Bienal Internacional do Livro do Ceará 2025

Estou aqui, na Bienal! Momento ímpar para conhecer mais sobre o mercado livreiro, novos autores, novas editoras/livrarias, novas opções de leitura, além das promoções que estão valendo e as inovações dos produtos, sobretudo para o público infantil. 




Eu, enquanto bibliotecária e conselheira do CRB 3, estive no estande apoiando a iniciativa da Instituição, que chama a atenção da sociedade para a Lei 4.084/1962, com o enfoque: "bibliotecas com bibliotecários", imprescindível, já que a profissão é regulamentada. Também é foco nesse evento a Lei 12.244/2010, que exige "escolas com bibliotecas", direito do alunado.




Levei alguns exemplares do livro Poesia do Meu jeito, escrito pela minha mãe, para exposição e doação aos visitantes do estande do CRB 3/ABC.

Além do estande do CRB 3/ABC, percorri e visitei livrarias e editoras. Comprei os livros Arquivologia e Curadoria, que serão minhas próximas leituras. O primeiro, para acompanhar a nova graduação que estou cursando, o segundo, porque é a bola da vez.





Voltarei outro dia à Bienal e farei nova postagem.

sexta-feira, 14 de março de 2025

Indicadores de desempenho

Os indicadores de desempenho são ferramentas de mensuração e gestão que podem melhorar a performance das organizações, orientando-as a tomarem decisões mais oportunas e certeiras, conforme o cenário revelado e as tendências apontadas.

Nas bibliotecas não é diferente. Conheça um pouco dessa aplicação, acessando a minha última matéria no blog da coluna Pearson Higher Education.

A importância dos indicadores de desempenho em bibliotecas