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sexta-feira, 3 de abril de 2026

5W2H aplicado à gestão documental

Gosto muito da ferramenta 5W2H. Apesar de usá-lá em treinamentos internos, em projetos, em planos de ação nas empresas em que trabalho e também no dia a dia da vida pessoal, nesta, às vezes, quase sem perceber, não conhecia ainda a fundo a sua origem. Então, fui buscar informação a respeito.

Nasceu no "chão de fábrica". Ela surgiu dentro do Sistema Toyota de Produção, no Japão, durante a reconstrução industrial do pós-Segunda Guerra Mundial (meados da década de 1950 e 1960), afinal, o país tinha se erguer. Originalmente, ele foi criado para ser um checklist de gestão da qualidade.

Diferente de hoje, que usamos para planejar quase tudo, a intenção original da Toyota era eliminar a ambiguidade. Em uma linha de montagem, as ordens não poderiam ser vagas. Por exemplo, uma ordem como "melhorar a peça", era preciso dizer quem faria, como faria e por que, quando, qual peça. Além disso, tinha que haver a padronização, garantir que qualquer operário, em qualquer turno, entendesse exatamente o processo de fabricação ou a correção de um defeito.

A ferramenta também servia para apoiar a "melhoria contínua". Se algo dava errado, o 5W2H ajudava a traçar um plano de ação imediato para que o erro não se repetisse.

Mas, por que essa ferramenta se tornou tão famosa?

Antes do 5W2H, os planos de ação eram frequentemente textos longos e confusos. Os engenheiros japoneses perceberam que, respondendo a essas perguntas o problema teria um plano para solução.

No início, era apenas 5W1H. O segundo "H" (How Much / Quanto custa) foi adicionado posteriormente, quando as empresas perceberam que não adiantava ter um plano perfeito se ele não coubesse no orçamento.

Com o sucesso, foi sendo aplicado universalmente, de forma que o 5W2H é uma das ferramentas mais versáteis para a gestão, ela pode ser usada para elaboração de planos de ação nos mais diversos segmentos e e situações.

Pegando esse gancho, analisei a ferramenta e percebi que pode ser usada na gestão documental, não como um plano de ação comum, mas como um framework, para organizar o caos documental, seja ele físico ou digital, claro, sem esquecer as premissas necessárias.

Trazendo, então, para a realidade arquivística, resignifiquei cada letra do famoso acrônimo, conforme a seguir. 

🎯What (O que?) 
O primeiro W é o objeto. O que vamos trabalhar? Quais documentos? Precisamos classificá-los e padronizar a descrição para identificá-los corretamente e ser possível a sua localização na hora da busca.

👉🏻Who (Quem?)
Este segundo W é a proveniência do arquivo. Quem é o produtor/receptor dos documentos desse fundo? É necessário conhecer a estrutura organizacional, as funções, as atividades exercidas por completo, pois são elas que acumulam os documentos. 

🎯Why (por que?)
O terceiro W é a justificativa. É necessário conhecer a finalidade de cada documento que compõe o arquivo, isso, juntamente com o W anterior ajuda muito na definição da estrutra do arquivo, para possibilitar a construção dos instrumentos arquivísticos.

⏳When (Quando?)
O quarto W se refere à Temporalidade (Tabela de Temporalidade Documental - TTD). Por quanto tempo cada documento ou conjunto documental deve ficar no arquivo corrente (uso frequente), no arquivo intermediário (uso esporádico)? Quando deve ser eliminado ou guardado permanentemente? As informações desse W juntadas às anteriores ajudam na construção da TTD.

📍Where (Onde?)
O quinto e último W é a localização, não é apenas onde o arquivo está, mas onde ele deverá estar de acordo com sua fase de vida, ou seja, respeitando o ciclo documental: onde deve estar na idade corrente, na idade ntermediária e na permanente? E ainda, onde fazer o descarte quando chegar o tempo certo?

🗂️How (Como?)
Esse primeiro H se refere a como será o arranjo (estrutura), já conhecida antes, como se dará a organização (o todo) e como será a indexação (o refinamento). Associando ele a todas as demais informações já conhecidas e definidas nos cinco Ws, conseguimos "colocar a mão na massa", ou seja, executar as tarefas operacionais.

🗄️How Much (Quanto?)
Aqui, no segundo H e última letra do acrônimo, avaliamos o custo nos aspectos abaixo especificados, que terminam incidindo no aspecto financeiro, tradicional da ferramenta:
  • linearidade (quantos metros lineares de documentos existem?);
  • ​unidades (qual a quantidade de caixas-arquivo, pastas ou itens individuais?);
  • digital (quantos terabytes (TB) ou gigabytes (GB) de dados serão gerados ou migrados?).
Imagem de IA adaptada
 Geração a partir dos principais tópicos do texto

A aplicação dessa ferramenta possibilita que a gestão de documentos tenha início correto e possa ter continuidade, afinal, ela é dinâmica, tal qual o funcionamento de uma organização, seja ela pública ou privada.

domingo, 25 de agosto de 2019

Pesquisa científica: geração de conhecimento

“Uma explicação é sempre algo incompleto: sempre podemos suscitar um outro porquê. E esse novo porquê talvez leve a uma nova teoria, que não só ‘explique’, mas também corrija a anterior.” 

Por que elaborar pesquisa científica?

No âmbito global
No âmbito local 
  • Apresentar o resultado da relação ensino-aprendizagem de forma estruturada, ordenada e normalizada. 
  • Obter requisito parcial para aprovação. 
  • Oportunizar a integração entre alunos, professores e profissionais, despertando o viés crítico e criativo. 
  • Abrir espaço para novas possibilidades. 

Quais perguntas se responde na pesquisa científica? (CHAVES, 2016)


O que? (What) – Temática/Título e Teoria
Quando (When) – Período de tempo 
Onde (Where) – Local da pesquisa 
Quem? (Who) – Objeto da pesquisa 
Por que? (Why) – Justificativa 
Como? (How) – Métodos e instrumentos 
Quanto? (How Much) – Resultados da pesquisa

CHAVES, Ana Luiza. Artigo científico: orientação e normalização para o corpo discente. Fortaleza: Faculdade CDL, 2016. ppt
FERREIRA, Gonzaga. Redação empresarial. São Paulo: Atlas, 2011.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Saberes em folhetim: Criatividade

É preciso observar;
É preciso pensar;
É preciso ter ideias.
Engana-se muito
E realiza o nada
Aquele que pensa pouco." 
(Leonardo da Vinci)

Capítulo 1
Explicando criatividade com criatividade (5W2H)

Já ouviu falar no 5W2H (What, Why, Where, When, Who, How, How much)?


O 5W2H é muito utilizado como ferramenta de gestão para planejar e executar qualquer atividade, por intermédio de um plano de ação, tanto para projetos da vida pessoal ou para projetos de trabalho.

A ferramenta teve origem na indústria automobilística, no Japão, na linha de produção de carros, funcionando como uma espécie de check list, sendo logo expandida para todas as áreas, sempre com o objetivo de auxiliar na execução de um plano, culminando na assertividade.

Desta vez, vamos utilizá-lo para guiar esse nosso folhetim. Você que já leu sobre empreender, agora vai conhecer mais sobre criatividade, algo a ser muito explorado na trajetória do empreendedorismo.

Capítulo 2
Aplicando os 5W – Parte I (What, Why)

O que é criatividade? (What)

Etimologicamente, tem origem do latim “creare”, mesmo radical que deriva a palavra criação e que está ligado à palavra criança, afinal, qual criança não é criativa?

Analisando ao pé da palavra, temos cria + atividade, algo que está sempre em criação, nascendo, em atividade.

É buscar a ideia que está do lado direito do cérebro, aquela que, no primeiro momento, parece absurda, mas está carregada de emoções, de intuição e de novidade.
Criar é o processo de desenvolver novas ideias. É o pensar de forma livre, sem barreiras, sem limites ou think outside the box (expressão em inglês que significa pensar fora da caixa), tal qual uma criança.

Por que usar a criatividade? (Why)

Porque queremos nos diferenciar no mercado, oferecer produtos e serviços que atendam às demandas, que curem as “dores” das pessoas. Porque Criatividade (ideia) leva à inovação (ação) e é lá que queremos chegar, no fazer, no implementar, construindo e reconstruindo, para transformar a realidade.

Capítulo 3
Aplicando os 5W – Parte II (Where, When, Who)

Onde usar a criatividade (Where)

Já falamos antes aqui, vamos usar a criatividade no ambiente digital, é democrático, convidativo e acessível a todos. A rede não é só para deitar e sair navegando a balanço nela, tem também que se embaralhar com ela, usá-la para criar o negócio e depois fisgar os clientes.

Quando usar a criatividade? (When)

Agora, now! Está esperando o quê? Tem momento mais oportuno do que este que vivemos atualmente? É das crises que podem nascer oportunidades. Já vimos esse filme antes, muitas ideias novas que conhecemos hoje nasceram de crises. Vamos colocar a cabeça para pensar e criar?

Quem pode (deve) usar a criatividade? (Who)

Qualquer pessoa pode ser criativa. Criatividade não é intangível, não é qualidade de poucos, só dos gurus ou algo reservado aos artistas, pessoas incomuns e gênios, é disciplina que pode ser desenvolvida e aprendida. Todos nós somos capazes de expressar e exercer a criatividade, bibliotecário então, nem se fala, nós temos a expertise de gerir a informação, de mediá-la, tornando-a acessível. Precisa de mais?

Capítulo 4
Aplicando os 2H (How, How much)

Como usar a criatividade? (How)

Deixe a criatividade correr solta, tal qual a de uma criança, que tudo imagina, tudo sonha, tudo idealiza, tudo cria e recria.
Ser o próprio agente promotor da mudança é fantástico! No mundo atual, precisamos nos reinventar sempre, para nos mantermos em evidência no mercado.
As novas ideias podem ser decorrentes de pensamento imaginativo, da combinação de vários deles, ou ainda das experiências de um grupo.

Quanto custa usar a criatividade? (How much)

Nada! O melhor de tudo isso, é que ter ideias novas, nada custa, apenas alguns momentos de dedicação ao exercício de criação, ficar atento aos insights, ou refletir sobre as demandas que a própria vida mostra e aplicá-las ao contexto adequado.

Capítulo 5
Concluindo e abrindo espaço para a inovação

Depois dessa conversa, vocês já podem perceber quão importante é criar e recriar; que uma ideia já existente pode ser trabalhada e reinventada de acordo com o contexto; que todos nós somos capazes de expressar e exercer a criatividade; que a internet é de todos e para todos e, que a criação é o caminho para a inovação.

Vamos a ela, então, no próximo folhetim! Aguardem!

Publicado originalmente em Mural Interativo do Bibliotecário